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Lula ataca Flávio Bolsonaro e rejeita milícias no Planalto

Presidente propõe abertura de sigilos bancários e telefônicos de candidatos e familiares para esclarecer suspeitas de enriquecimento.

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"Esse país não pode ter um miliciano na Presidência da República", diz Lula

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) elevou o tom das críticas contra o senador Flávio Bolsonaro (PL) durante um evento político em Porto Alegre, realizado nesta segunda-feira (19/10). O chefe do Executivo colocou em dúvida a idoneidade do parlamentar e a evolução de seus bens, reforçando sua oposição ao grupo político do adversário.

Conduta ética e governança

Durante sua fala, o presidente ressaltou que a ética é um pilar indispensável para quem pretende ocupar o cargo mais alto do Poder Executivo. Ao comentar as suspeitas que envolvem o senador, Lula foi direto ao refutar a ideia de que o Brasil possa ser governado por lideranças associadas a organizações paramilitares.

“Esse país não pode ter um miliciano na Presidência da República desse país. Não pode”, declarou.

Proposta de transparência total

A investida do petista ganha força logo após o primeiro debate do segundo turno, ocorrido no domingo (18/10). Com o objetivo de esclarecer dúvidas sobre o patrimônio dos envolvidos na disputa eleitoral, Lula lançou um desafio prático: a quebra de sigilo de todos os candidatos e de seus familiares próximos.

A estratégia sugerida pelo presidente é que as procurações autorizando o acesso aos dados bancários e telefônicos sejam enviadas diretamente aos presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O clima eleitoral

A tensão política tem pautado a campanha, com trocas frequentes de acusações sobre o histórico e a conduta de aliados. Enquanto o governo mantém o foco nos questionamentos sobre a situação financeira ligada a Flávio Bolsonaro, a corrida eleitoral segue em ritmo acelerado para atrair o eleitorado antes do pleito decisivo.

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