A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de pegar leve com o senador Flávio Bolsonaro (PL) na sabatina do Jornal Nacional, realizada na última quinta-feira (15/10), foi friamente calculada pela equipe de campanha.
Estratégia eleitoral traçada por assessores
De acordo com fontes próximas ao Palácio do Planalto, a ordem era direcionar os holofotes para as realizações da gestão e para os planos futuros, guardando as investidas contra o adversário para o debate da Band, marcado para o domingo (18/10).
O papel do debate na Band
Para os estrategistas da campanha governista, o formato do debate televisivo oferece o ambiente ideal para confrontar o oponente e evidenciar seus pontos fracos perante o eleitorado.
“A sabatina era para falar mais do governo e proposta. O eleitor indeciso quer ouvir mais proposta e saber se ele aguenta o tranco. O debate é para expor a fragilidade do adversário”, explicou à coluna um auxiliar de Lula.
Com essa divisão clara de papéis entre entrevistas e debates, a cúpula governista buscou atender às expectativas do eleitorado que ainda não definiu seu voto, priorizando a apresentação de diretrizes administrativas antes do confronto direto.








