O Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagrou nesta sexta-feira (16/10) uma ofensiva contra um carcereiro da Cadeia Pública de Mogi das Cruzes, suspeito de facilitar regalias ao ex-vereador Milton Leite (União Brasil). Durante a ação, que resultou na apreensão de aproximadamente R$ 200 mil em espécie, foram encontrados cerca de R$ 150 mil e US$ 10 mil na residência do servidor, além de R$ 4 mil que estavam no bolso dele no momento da revista na unidade prisional.
Detalhes da Operação Custódia (In)Fiel
A força-tarefa, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), foi motivada por denúncias anônimas. As informações apontavam que o ex-presidente da Câmara Municipal de São Paulo estaria recebendo visitas de amigos e aliados políticos fora dos horários permitidos, inclusive durante períodos noturnos e aos fins de semana. Entre os nomes citados como visitantes sem autorização formal estão o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e os deputados estaduais Delegado Olim (PP) e Rogério Franco (PL).
Investigação sobre corrupção e vínculos criminosos
O objetivo central da operação é reunir provas como aparelhos celulares e registros de câmeras de monitoramento para robustecer as apurações. O Gaeco investiga a prática de corrupção ativa e passiva, enquanto a Corregedoria da Polícia Civil avalia a abertura de procedimentos administrativos para verificar a conduta de outros agentes na unidade, que é gerida pela Polícia Civil.
Milton Leite está preso preventivamente em razão de um inquérito que apura seu suposto envolvimento em um esquema de corrupção que teria ligações com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) e o setor de transportes da capital paulista. Além das celas, a Justiça autorizou diligências no 1º Distrito Policial de Mogi das Cruzes, onde o carcereiro atuava, buscando desmantelar a rede de privilégios estruturada dentro do cárcere.








