O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou na madrugada desta quarta-feira (14/10) o início de uma “enorme operação” voltada para a extração de petróleo, gás natural e minerais na Groenlândia.
Acordo geopolítico e novas bases militares Formalizada recentemente na 81ª Assembleia Geral da ONU, a parceria entre Washington e Dinamarca viabiliza a criação de duas novas bases militares no território autônomo, restringindo a presença de potências estrangeiras na área exclusivamente a países integrantes da Otan. A estratégia do governo norte-americano engloba também a implementação de uma versão própria do sistema antimíssil israelense, conhecido como domo de ferro, na região ártica.
“Qualquer ataque futuro aos Estados Unidos teria de passar pela Groenlândia, onde nosso sistema de defesa interceptaria rotineiramente drones, mísseis ou qualquer outra forma de armamento ainda nem sequer concebida. Isso nos proporciona tempo, localização e visibilidade como em nenhum outro lugar do mundo!”, destacou Trump.
Potencial energético e lacunas operacionais De acordo com o líder da Casa Branca, a reserva de combustíveis fósseis de fácil acesso na área é “muito superior à de quase qualquer outro lugar do mundo”. Apesar da grandiosidade do anúncio, a administração estadunidense ainda não divulgou o cronograma oficial nem a metodologia técnica que viabilizará a exploração comercial no território dinamarquês.
Histórico de cobiça pela ilha As investidas sobre a Groenlândia acompanham o republicano desde o seu primeiro mandato presidencial, período em que chegou a sondar a compra definitiva do território. Com o retorno à presidência em janeiro de 2025, as pressões diplomáticas escalaram até culminar no atual entendimento bilateral, transformando a ilha ártica em um ponto central da geopolítica energética e da segurança nacional dos EUA.








