O ex-policial militar Eduardo Thales Lopes Pires, alvo de prisão pela Polícia Federal na quarta-feira (7/9), mantinha vínculo empregatício direto com a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O ex-agente é apontado pelas investigações como responsável por comercializar armamentos, repassar dados sigilosos e realizar lavagem de capitais para a facção criminosa Terceiro Comando Puro (TCP).
Nomeação e atuação na Alerj
A inserção de Eduardo Thales no Legislativo fluminense ocorreu em março de 2023, por ato de Rodrigo Bacellar, quando assumiu a função de Assistente III lotado na Secretaria-Geral da Mesa Diretora (SGM). A unidade em questão funciona como o núcleo central de suporte técnico-legislativo, prestando auxílio imediato à Presidência e aos demais membros da Mesa Diretora da Alerj.
O ex-militar permaneceu recebendo uma remuneração mensal de R$ 8,1 mil até sua exoneração, que se deu em agosto de 2024.
Movimentação financeira milionária
Conforme aponta o Ministério Público do Rio de Janeiro, o ex-PM movimentou cifras da ordem de R$ 33,4 milhões no período compreendido entre 2019 e 2023. A acusação aponta que o esquema criminoso utilizava uma pessoa jurídica de fachada para conferir aparência lícita aos recursos obtidos ilegalmente.
Envolvimento de outro ex-policial
A rede criminosa contava com a participação de outro expolicicial militar, Marcel Rodrigues Fernandes, que também obteve colocação em cargo comissionado dentro do parlamento estadual. Marcel exercia a função de Assessor Parlamentar II no gabinete do deputado Felipinho Ravis, reeleito pelo PP com 93 mil votos, recebendo proventos mensais de R$ 8,1 mil.
Após deixar o Legislativo em outubro de 2025, Marcel foi realocado para o Detran, onde passou a receber salário de R$ 12,3 mil até sua demissão da autarquia em maio deste ano, efetuada pela gestão de Ricardo Couto. O líder do Terceiro Comando Puro (TCP) é apontado nas investigações como sendo o criminoso conhecido como Peixão.








