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Flávio Bolsonaro cede à pressão das ruas e apoia fim da 6×1

Candidato do PL muda o discurso sobre a jornada de trabalho e promete votar a favor da proposta defendida por seu adversário político.

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Fim da 6 X 1: neste dia 13, Flávio sente na nuca calor das ruas e faz o L

A reta final da corrida presidencial de 2026 foi marcada por uma reviravolta surpreendente nesta terça-feira, dia 13. O senador Flávio Bolsonaro, que disputa o Palácio do Planalto pelo PL, anunciou que votará favoravelmente ao fim da jornada de trabalho 6×1. A decisão representa uma guinada estratégica, visto que o parlamentar, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, vinha tecendo críticas severas à proposta ao longo dos últimos meses.

A mudança de postura do candidato

O anúncio ocorreu após o candidato sentir o aumento da pressão popular em relação ao tema. Em sua fala, Flávio Bolsonaro buscou justificar a mudança de posicionamento, mesmo mantendo ressalvas sobre o modelo proposto. O presidenciável declarou:

“Eu tou rodando o Brasil. A maioria dos trabalhadores brasileiros querem (sic) o fim da 6 X 1. Então eu vou votar a favor do fim da 6 X 1. Só que a gente defende algo ainda é melhor sempre. Eu queria que tivesse liberdade para o trabalhador montar a sua jornada de trabalho. Como é que fica a pessoa que trabalha de (sic) ‘home office’? Isso não está definido na PEC. Como é que fica aquela mãe que não tem com que deixar o seu filho e só pode trabalhar, por exemplo, quatro horas por dia, só pode trabalhar de manhã ou só pode trabalhar de tarde? Vai continuar engessada a jornada dela. Mas eu acho que é um processo de evolução. Eu acho que a gente tem que buscar ali… Fazer com que o trabalhador tenha direito a uma folga maior, sim. Então, com o Flávio Bolsonaro, a gente vai votar a favor do fim da 6 por 1. E que vai pagar essa conta vai ser o governo porque os empresários estão sufocados”.

Contradições e o cenário político

A movimentação de Flávio Bolsonaro ocorre em um contexto de alta tensão eleitoral. Vale lembrar que, em maio, o senador chegou a classificar o projeto como “hipócrita” e alertou para riscos econômicos, como o aumento do custo de vida e a perda de postos de trabalho. A proposta, inclusive, já havia sido aprovada na Câmara com o apoio de parte da bancada do PL, que temia o desgaste eleitoral junto ao eleitorado.

A estratégia atual do candidato também entra em conflito com as propostas defendidas pelo coordenador de sua campanha, o senador Rogério Marinho. Marinho é autor de um projeto que defende a flexibilização da jornada com pagamento por hora trabalhada, uma pauta que o próprio Flávio chegou a endossar publicamente em agosto.

O impacto das eleições 2026

O anúncio de que pretende votar a favor da proposta de Lula, enquanto defende compensações financeiras aos empresários, gerou questionamentos sobre a viabilidade econômica de seu programa de governo. O candidato, que enfrenta o segundo turno contra o petista em 25 de outubro, busca agora equilibrar o discurso entre o apelo popular e suas diretrizes de austeridade. A mudança de tom é interpretada por analistas como uma resposta direta ao calor das ruas, que tem pautado a reta final da disputa presidencial.

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