O ator Rodrigo Fagundes abordou os rumos de seu personagem na televisão, abriu o jogo sobre política e celebrou a convivência com colegas de elenco em uma entrevista exclusiva concedida durante a passagem pelo Festival de Cinema do Rio na última sexta-feira (9/10).
A importância da cultura
Durante sua conversa no evento cinematográfico, o artista destacou o valor das produções nacionais para a sociedade e demonstrou preocupação com o cenário artístico. “O cinema brasileiro é, e sempre vai ser, muito importante. Tomara que não impeçam o Festival de Cinema. A cultura é uma coisa muito importante e o cinema é nossa história, tá ligado à educação, à cultura e à formação”, começou.
Posicionamento político e diálogo
Questionado sobre o pleito eleitoral, o famoso comentou os ataques que sofre por expor suas escolhas e defendeu a troca civilizada de ideias como caminho para a convivência democrática entre eleitores de diferentes correntes. “Então, se a gente não se unir pra explicar pras pessoas. Eu vou votar no Lula, falo isso nas redes sociais e sou incrivelmente atacado. Eu começo a conversar com as pessoas que votam do outro lado e quando começo a falar com uma certa educação, com gentileza com eles…”, afirmou, antes de completar:
“Primeiro eu pergunto ‘por que você me acompanha na rede social se não gosta do meu posicionamento?’, vai virando uma conversa um pouco mais civilizada e é onde eu deposito minha esperança, na conversa. Eu respeito as opiniões de outras pessoas, não quero forçar ninguém a mudar de lado, nada disso, mas é só enxergar o que um faz e o outro pretende fazer“, disse.
A espiritualidade em Quem Ama Cuida
Mudando o foco para a teledramaturgia, o intérprete de Nicolau explicou que a introdução do espiritismo na narrativa trouxe reflexões profundas para sua própria vida pessoal e profissional. “Novela é uma surpresa. Cada semana a gente vai recebendo as situações do personagem e, assim, eu sou católico, mas sempre flertei com o espiritismo”, declarou.
O artista revelou que perdas familiares recentes o aproximaram ainda mais dessa vertente filosófica e religiosa. “Eu passei por algumas tragédias pessoais, perdi mãe e tias num espaço muito curto de tempo, em cinco anos perdi quatro mulheres muito importantes na minha vida, e comecei a me ligar muito mais no espiritismo talvez por uma falta delas, talvez por uma escolha de querer acreditar que tem alguma coisa depois daqui”, apontou.
Na sequência, o ator babou por Nicolau: “E aí, vem esse personagem. Já é um personagem tão lindo na questão do afeto, na questão da amizade com a Brigitte, a Tatá, e, assim, a gente está lidando com coisas muito sérias”, observou.
Para garantir o respeito e a precisão ao abordar o tema no folhetim, a produção conta com o apoio de um profissional especializado nos bastidores das gravações. “A gente tem um responsável, um espírita, o Marcelo que fica lá com a gente pra acompanhar se a gente falar algum termo errado, se tiver alguma expressão que a gente não domina. Tudo muito bem cuidado”, opinou.
Ele ainda lembrou orientações de colegas experientes para tratar de temas delicados com o grande público brasileiro. “O Tony Ramos falou um dia ‘a gente tem que fazer com seriedade, com respeito e o mínimo de leveza’ porque está na casa do Brasil inteiro e o Brasil é muito grande”, analisou.
Parceria com Tatá Werneck
Por fim, o famoso rasgou elogios à colega de cena Tatá Werneck, destacando o clima descontraído e a generosidade da humorista durante as diárias de gravação. “A Tatá é genial. Tinha que ter uma pra cada pessoa. Ela é genial, generosa. Já a conhecia há muitos anos, ela sempre me acompanhou no teatro, eu acompanhei ela, mas a gente não era próximo”, detalhou.
E finalizou: “Agora com a novela a gente ficou mais próximo. Eu aprendo com ela, ela me dá piada, ela brinca, ri. Ela é feliz no set. O dia com ela é maravilhoso”, concluiu.








