A norte-americana Christa Pike, de 50 anos, recebeu alta médica neste sábado (10/10) e foi levada de volta à penitenciária onde cumpre pena, após passar mais de uma semana internada em um hospital no Tennessee. Ela havia sobrevivido a uma falha em sua execução por injeção letal realizada em 30 de setembro.
Detalhes da sobrevivência
Durante o procedimento mal-sucedido, a detenta recebeu duas doses de pentobarbital, fármaco comumente aplicado em execuções capitais. O caso chamou atenção internacional, pois dados do Death Penalty Information Center apontam que ela é o único caso conhecido de sobrevivência após a administração de drogas letais.
Nos primeiros dias no hospital, a detenta permaneceu desacordada e dependente de ventilação mecânica, além de apresentar queimaduras e bolhas extensas nos braços. A recuperação da consciência aconteceu seis dias após o procedimento, período em que ela retomou gradativamente os movimentos e a alimentação, embora permaneçam dúvidas sobre possíveis sequelas duradouras.
Histórico do crime e investigações
Pike foi sentenciada à pena capital quando tinha apenas 18 anos. O crime ocorreu em 12 de janeiro de 1995, em Knoxville, quando ela e seu ex-namorado, Tadaryl Shipp, assassinaram Colleen Slemmer, de 19 anos, com golpes de faca e de um pedaço de concreto em uma região de mata. O homicídio foi motivado por ciúmes, e os criminosos ainda entalaram um pentagrama no peito da vítima.
Diante do fracasso da execução, os advogados de defesa acionaram a Justiça para exigir que o Departamento de Correção do Tennessee mantenha intactas todas as provas ligadas ao caso. A ordem judicial determinou a preservação de materiais da sala de execução, como registros, e-mails, vídeos, seringas e os lotes dos medicamentos empregados, enquanto a defesa tenta converter a pena em prisão perpétua.








