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Mãe de Eduarda Campopiano recebe BPC desde 2019 em SP

Para atingir o limite de renda do programa social, a remuneração da parlamentar precisaria ser dividida entre 38 pessoas.

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Mãe de Eduarda Campopiano, do PL, recebe benefício social desde 2019

Débora Campopiano, mãe da deputada estadual recém-eleita em São Paulo Eduarda Campopiano (PL), figura como beneficiária de um auxílio governamental desde 2019, conforme registros públicos da Controladoria-Geral da União.

Entenda as regras do BPC

O repasse em questão é o Benefício de Prestação Continuada (BPC), voltado para assegurar o pagamento mensal de um salário mínimo a indivíduos com 65 anos ou mais, ou que possuam deficiência de qualquer idade com duração mínima de dois anos que limite a plena integração social. O valor atual pago pelo programa é de R$ 1.621.

O principal critério para a concessão e manutenção do auxílio é a renda familiar per capita, que deve ser igual ou inferior a um quarto do salário mínimo, equivalente a R$ 405,25.

Renda da parlamentar e o cálculo do benefício

Como vereadora na Câmara de Praia Grande desde 2025, Eduarda Campopiano recebe um vencimento bruto de R$ 15.193,35, além de 13º salário e férias. Caso mãe e filha residam juntas e a renda da parlamentar seja integrada ao cálculo familiar, o montante precisaria ser fracionado entre 38 pessoas para cumprir as exigências legais do BPC.

Até o momento, os motivos específicos que justificam a concessão do benefício a Débora não foram esclarecidos. A equipe da parlamentar foi procurada para prestar esclarecimentos, mas não retornou aos contatos até o fechamento desta reportagem. Paralelamente, Débora atua na internet comercializando cursos e peças de artesanato, como bonecas Waldorf e russas, acumulando mais de 28 mil seguidores.

Trajetória política de Eduarda Campopiano

Aos 23 anos e natural de Campinas, Eduarda Campopiano alcançou destaque nas urnas ao se tornar a deputada estadual mais votada para a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), com 1.851.549 votos, contando com o apoio de figuras como Lucas Pavanato.

Antes de chegar ao Legislativo estadual, ela exerceu o mandato de vereadora em Praia Grande após obter 3.583 votos no pleito municipal de 2024. Durante sua atuação na câmara municipal, apresentou 20 projetos de lei, incluindo propostas voltadas à proteção de crianças e adolescentes contra a violência doméstica e à restrição de nomeações de condenados por crimes sexuais contra menores.

Na internet, onde ultrapassa a marca de dois milhões de seguidores, a parlamentar adota uma postura conservadora e se autodenomina “a maior inimiga das feministas de São Paulo”.

Em suas redes sociais, ela já se posicionou contrária ao uso do termo “feminicídio”, argumentando que “um homem não mata uma mulher por ela ser mulher. Se esse fosse o caso, o mesmo homem que mata a companheira também tentaria matar a própria mãe, que também é mulher, por exemplo [SIC]”.

A deputada também criticou abertamente o Projeto de Lei da Misoginia, sustentando que a medida “vai criminalizar sentimentos, piadas e crenças e, aos poucos, o feminismo criminaliza o homem e endeusa a mulher”. Alinhada aos valores cristãos e conservadores, Campopiano defende pautas como a redução da maioridade penal e a oposição ao aborto e às cotas raciais e sociais.

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