A primeira sessão da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) após o primeiro turno das eleições começou, nesta terça-feira (6), em clima de festa e confraternização, especialmente entre os deputados que garantiram a reeleição. Com o plenário cheio, abraços, apertos de mão e cumprimentos pelo resultado das urnas dominaram a movimentação antes da ordem do dia, iniciada com mais de meia hora de atraso.
Agradecimentos iniciais na Alerj Na abertura dos trabalhos, Tia Ju (Republicanos) deu continuidade aos agradecimentos que já haviam marcado o expediente inicial. “Muito obrigada ao povo do Rio de Janeiro que me deu mais essa oportunidade”, disse.
Seguindo na mesma linha de gratidão, Guilherme Delaroli (PL), que presidiu a sessão, parabenizou Felippe Poubel (PL), eleito deputado federal, e destacou a eleição do filho do parlamentar para a Alerj. “Queria dar parabéns ao Poubel, que se elegeu deputado federal e fez seu filho, Poubel, deputado estadual. Um garoto que eu vi crescer. Meus parabéns”, afirmou.
Aliados tratam vitória de Douglas Ruas como certa Poubel agradeceu e disse ter acompanhado com maior preocupação a eleição do filho do que a própria. Em seguida, direcionou o discurso para a corrida ao Palácio Guanabara e afirmou que Douglas Ruas será proclamado governador. “Quero falar também da maior virada da história política do Rio. Será proclamado governador eleito. Será que Eduardo Paes poderá pedir música? É a terceira derrota consecutiva. Nos chamaram de tudo que é nome, mas Deus é quem sabe”, declarou.
Anderson Moraes (PL) seguiu na mesma direção. O deputado criticou a judicialização da disputa e cobrou uma definição sobre o resultado. “Quero pedir ao TRE para confirmar o 22, porque estão apertando muito forte. No Rio, é uma vergonha. A Justiça toda hora sendo induzida ao erro. Já era para ter sido declarado governador”, afirmou.
O embate entre PL e PSD no plenário Moraes também fez críticas ao PSD de forma mais ampla e associou o partido às disputas políticas travadas contra integrantes do PL. Logo que Luiz Paulo (PSD) começou a falar, o entusiasmo que havia acompanhado parte dos pronunciamentos deu lugar ao silêncio. O deputado, que conquistou a reeleição e caminha para o sétimo mandato, rebateu as críticas generalizadas ao partido e afirmou que sempre respeitou a decisão das urnas.
“Jamais subi no púlpito para criticar partido algum. Quando quero fazer, eu nomino para dar o direito de resposta. Não se deve generalizar. Aqueles com quem disputo voto não são meus inimigos, mas adversários. Quando acaba a eleição, tudo deve voltar à normalidade”, disse o parlamentar.
Despedidas e projeções para o futuro Nem todos os discursos partiram de parlamentares reeleitos. Lilian Behring (PCdoB), que não conseguiu renovar o mandato, parabenizou os vencedores e afirmou que continuará sua atuação política. “Primeiro, parabenizar os colegas que foram eleitos. A bancada também dobrou os votos com Dani Balbi. A luta sempre vai continuar”, afirmou.
Anderson Moraes também mencionou os deputados que não conseguiram permanecer na Casa e disse que as portas de seu gabinete continuariam abertas para eles. Em outro trecho, levou a eleição presidencial ao discurso e manifestou confiança em uma vitória de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno.







