A ferramenta de inteligência artificial da Meta integrada ao WhatsApp apresentou novas falhas durante testes práticos voltados para o pleito de 2026 no Distrito Federal.
Restrições na ferramenta de mensagens
Ao receber um comando para ilustrar o postulante ao governo distrital Leandro Grass (PT), a tecnologia alegou que “não consegue” realizar a tarefa solicitada pela reportagem.
O político disputa o segundo turno da corrida eleitoral local contra a atual governadora Celina Leão (PP), cuja imagem foi gerada normalmente pela mesma plataforma de IA sem nenhum tipo de impedimento técnico.
Posicionamento oficial da empresa
Procurada para prestar esclarecimentos sobre a divergência no tratamento dos pedidos, a desenvolvedora enviou um comunicado oficial.
Em nota, a Meta afirmou que “em cumprimento com as regras eleitorais do Brasil, nós proibimos temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles. Tomamos medidas adicionais para que comandos usando apenas o primeiro nome dos candidatos e seu número nas urnas também não produzam imagens”.
No entanto, apurações indicam que assimetrias desse tipo ocorrem devido a uma lentidão sistêmica na aplicação das diretrizes para todos os nomes registrados na justiça eleitoral.
Impacto na corrida presidencial
O comportamento restritivo da tecnologia não se restringe à disputa distrital e já havia sido documentado em outros cenários políticos do país.
Testes anteriores comprovaram que a aplicação digital bloqueou a criação de artes visuais associadas ao termo Lula 13, mas produziu sem dificuldades uma representação gráfica contendo o nome Flávio e o número 22 logo em seguida.
As inconsistências tecnológicas seguem sob observação rigorosa à medida que a legislação eleitoral brasileira tenta frear o uso inadequado de recursos sintéticos na propaganda partidária.








