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Adolescente atira no rosto de colega com arma do pai em SC

Menino de 13 anos pegou pistola 9 mm após se irritar com bagunça em Chapecó; vítima de 14 anos passou por cirurgia

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Adolescente de 13 anos se irrita e atira no rosto de colega com arma do pai

Um adolescente de 13 anos foi internado provisoriamente após disparar contra o rosto de um colega utilizando uma pistola calibre 9 milímetros, em Chapecó, na região Oeste de Santa Catarina. O episódio aconteceu no sábado (10/10), quando o autor teve acesso ao armamento pertencente ao próprio pai, que possui registro de Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC).

Detalhes da investigação policial O caso é tratado pelas autoridades como um ato infracional análogo ao crime de tentativa de homicídio qualificado. A medida socioeducativa de internação provisória foi decretada pela Justiça, atendendo a uma solicitação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), com duração máxima estipulada em 45 dias.

Conforme apurado pelas autoridades, o responsável pelo armamento ausentou-se do imóvel e manteve o equipamento em um ponto acessível.

Ocorrência iniciada por discussão

De acordo com o delegado da Polícia Civil do Paraná (PCPR) Rodrigo Moura, o pai do garoto não estava em casa no momento do disparo e teria deixado a arma em local de fácil acesso. Ainda de acordo com o investigador, o adolescente estava com amigos, irritou-se com a bagunça no local, pegou a pistola e atingiu um dos colegas.

Socorro médico e estado de saúde O adolescente baleado, que tem 14 anos, recebeu atendimento imediato e foi levado ao Hospital Regional do Oeste, onde precisou ser submetido a um procedimento cirúrgico. O MPSC garantiu que o Poder Judiciário ordenou a manutenção do suporte médico e psicológico contínuo para o jovem ferido.

Desdobramentos legais e apreensão de armas Enquanto isso, o genitor do atirador também passou a ser investigado por suspeita de omissão de cautela na guarda de arma de fogo, infração descrita no Estatuto do Desarmamento. Durante as diligências, foram apreendidos na residência uma pistola Taurus PT92, uma carabina Puma calibre .357, carregadores e centenas de munições.

O Ministério Público fundamentou o pedido de apreensão do menor destacando provas materiais e indícios consistentes de autoria, tipificando o episódio provisoriamente como tentativa de homicídio qualificado. O órgão ministerial ressaltou agravantes como a utilização de armamento de uso restrito e a faixa etária da vítima, inferior a 14 anos.

A Justiça acatou integralmente a petição de internação, ponderando a seriedade dos fatos, a materialidade apurada e o contexto da ocorrência. Além da privação de liberdade, o veredito estipulou exames psicossociais e suporte psicológico para o autor do disparo, bem como assistência profissional para os seus responsáveis legais. As autoridades prosseguem com o levantamento de laudos médicos e exames periciais para esclarecer completamente a dinâmica da ocorrência.

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