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Lutador preso por agredir vizinhas no Rio alega perda de memória

Suspeito utilizava anabolizantes e é investigado por tentativa de feminicídio após ataques violentos ocorridos em um prédio na Zona Norte.

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Lutador que agrediu vizinhas no Rio surpreende com depoimento à polícia Lutador que agrediu vizinhas no Rio surpreende com depoimento à polícia

Lucas Portela Fontana Gomes, lutador de jiu-jítsu detido nesta sexta-feira (6) por agredir três vizinhas em um condomínio na Zona Norte do Rio de Janeiro, alegou à Polícia Civil não ter lembranças dos ataques. Em depoimento prestado logo após a sua prisão, o suspeito afirmou fazer uso de anabolizantes e sustentou que, devido aos efeitos dessas substâncias, não recordava do que havia acontecido. O caso segue sob apuração da 18ª DP (Praça da Bandeira).

Comportamento agressivo no condomínio Durante as investigações, agentes ouviram um funcionário do prédio onde Lucas residia. Segundo o relato, o suspeito costumava “tentar arrumar confusão de graça com os outros”, chegando a esbarrar propositalmente em moradores, gritar e colocar música alta dentro do apartamento. Paralelamente, a polícia apura relatos sobre episódios anteriores de conflitos envolvendo o homem em academias cariocas.

Prisão e acusações criminais O lutador teve a prisão temporária decretada por 30 dias, prazo que pode ser estendido por igual período. Ele foi transferido para o presídio de Benfica e aguarda a audiência de custódia, agendada para este sábado (7). Lucas responderá por tentativa de feminicídio, ameaça, violação de domicílio, lesão corporal e resistência. Uma das vítimas, uma idosa de 81 anos, permanece hospitalizada após sofrer traumatismo craniano. Até o momento, a defesa do lutador não se manifestou.

Dinâmica das agressões Os episódios de violência ocorreram na madrugada de quinta-feira (5), em um edifício na Avenida Maracanã. A confusão começou no apartamento do próprio lutador, que passou a ameaçar os vizinhos. Acionadas por volta de 1h10, as forças de segurança foram informadas que o homem invadia unidades gritando que mataria os moradores. Em um dos casos, uma vizinha foi atacada após tentar intervir para ajudar outra mulher, sendo derrubada, socada, chutada e estrangulada pelo suspeito dentro do elevador.

Câmeras de segurança registraram parte da violência, evidenciando a brutalidade dos ataques e as marcas de sangue deixadas no local. O inquérito policial continua em curso para elucidar todos os detalhes das agressões e verificar as denúncias passadas envolvendo o histórico do suspeito.

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