A Fiscalía Metropolitana Oriente, um dos órgãos do Ministério Público do Chile, pediu 22 anos de prisão para o ex-jogador Valdivia, ídolo do Palmeiras, por crimes sexuais. A informação foi divulgada nesta terça-feira (3), pelo jornal local Meganoticias.
Conforme a publicação, o MP do Chile solicitou 12 anos de prisão por uma acusação de estupro e outros 10 por uma de abuso sexual. A denúncia foi apresentada pelo procurador Rodrigo Célis.
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Duas mulheres denunciaram Valdivia
A investigação teve início após duas denúncias sobre episódios que aconteceram em outubro de 2024. A primeira foi feita no dia 20 por uma tatuadora que disse ter conhecido Valdivia em um restaurante. Depois de comer e beber com o ex-jogador, a mulher relatou ter perdido a memória e apenas depois descobriu que teve relações sexuais com o ex-atleta.
A segunda queixa foi registrada em 22 de outubro daquele ano, mas o caso teria ocorrido no dia 18, no restaurante El Toro, em Viactura. A mulher disse que se encontrou com Valdivia no estabelecimento e depois foi ao apartamento dele. A defesa do ex-jogador, por sua vez, alegou que as duas relações foram consensuais.
Valdivia foi acusado por duas mulheres, em outubro de 2024, de crimes sexuais (Foto: Reprodução/Youtube)[anuncio]
Uma das pessoas que o MP do Chile pretende convocar como testemunha é a ex-deputada Maite Orsini, que se relacionava com o ídolo do Palmeiras durante os ocorridos. Segundo a Procuradoria, os dois trocaram mensagens enquanto o ex-atleta estava com uma das denunciantes.
Inicialmente, foram divulgadas duas acusações de estupro. No entanto, a nova acusação da Promotoria aponta um crime por estupro e outro por abuso sexual. As imputações darão início à fase de preparação para um possível julgamento. Antes, Valdivia já tinha sido preso preventivamente em duas ocasiões entre outubro de 2024 e janeiro de 2025.
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O que diz a defesa de Valdivia?
Em nota, a defesa do chileno reforçou que ambas as relações foram consensuais. “Sobre a primeira denúncia, a defesa afirmou que os dois já haviam se encontrado antes, que combinaram o encontro e que, após se verem no restaurante, foram ao apartamento a convite da mulher. De acordo com a defesa, a relação sexual foi consensual. No segundo episódio, a defesa também sustentou que houve consentimento e apontou os registros de vídeo de antes e depois dos fatos como elementos que, na avaliação dela, dão respaldo à versão de Valdivia”, declarou.
Por fim, o texto pediu que as autoridades locais examinem e considerem os pontos apresentados. “O Ministério Público chileno apresentou uma acusação, e cabe a ele demonstrar, com provas, a prática dos crimes que atribui a Valdivia. Ele tem o direito de contestar essas imputações e de ver sua versão examinada pela Justiça, com respeito à presunção de inocência. A gravidade das acusações exige rigor na análise das provas e cautela para evitar qualquer julgamento antecipado”, concluiu.
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No Brasil, o ex-atleta se tornou ídolo do Palmeiras em duas passagens pelo clube (2006-2008 e 2010-2015). Pelo time, ele disputou 241 jogos, marcou 41 gols e deu 39 assistências. O chileno também conquistou um Campeonato Paulista (2008), pela série A e outro, pela Série B (2013), e venceu duas vezes a Copa do Brasil (2012 e 2015).
Valdivia também fez parte da geração mais vitoriosa da seleção do Chile, quando disputou 79 jogos e marcou 7 gols. Com a camisa 10, o ex-meia foi campeão da Copa América de 2015. Durante a carreira, ele ainda defendeu clubes como Colo-Colo (CHI), Necaxa (MEX), Rayo Vallecano (ESP) e Al-Ain (KSA). O atleta se aposentou dos gramados em 2022.








