O mercado financeiro brasileiro iniciou esta terça-feira (3/11) em ritmo de retração. Por volta das 10h49, o Ibovespa registrava uma queda de 1,33%, atingindo 165.686,75 pontos, refletindo o pessimismo generalizado que já havia derrubado o índice em 0,75% no encerramento da última sexta-feira (30/10), quando fechou em 167.921 pontos.
Incertezas no cenário interno
A retração nos negócios é alimentada pela frustração com a derrota do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pela Presidência da República. Além disso, o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central trouxe projeções desfavoráveis, apontando alta na inflação, nos juros e na moeda norte-americana, enquanto as estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) sofreram revisões para baixo.
Expectativa com o Copom
Outro ponto que gera instabilidade no ambiente doméstico envolve boatos sobre um possível congelamento da taxa de juros e a proximidade da reunião do Copom. O colegiado definirá os rumos da taxa básica da economia, a Selic, atualmente estabelecida em 13,75% ao ano. Analistas apontam alta probabilidade de manutenção desse patamar, conforme indicavam as negociações na B3 na semana anterior ao encontro.
Impacto do dólar e do petróleo
No mercado de câmbio, a moeda americana registrou forte valorização no início do dia. Às 10h52, o dólar comercial operava com alta de 1,1%, sendo cotado a R$ 5,50.
No setor de commodities, o petróleo tipo brent começou o dia em trajetória de alta, mas sofreu uma reviravolta. Por volta das 10h53, o barril era negociado a US$ 101,81, acumulando uma desvalorização de 2,83% no intervalo de 24 horas.
Fatores externos no radar
Além dos indicadores econômicos locais, a instabilidade internacional é complementada pelo andamento das Midterms, as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos. O pleito norte-americano adiciona uma camada extra de cautela aos investidores globais, que monitoram de perto os desdobramentos políticos e seus reflexos nos mercados emergentes.








