O dólar comercial iniciou as operações desta terça-feira (3/11) registrando alta frente ao encerramento da última sexta-feira (30/10). Por volta das 10h20, a divisa norte-americana era negociada a R$ 5,48, o que representa um acréscimo de 0,89%. No fechamento anterior, a moeda havia sido cotada a R$ 5,44, após valorização de 1,05%.
Clima de cautela na economia
O ambiente financeiro segue influenciado pelo pessimismo gerado após o revés do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pela Presidência da República. Essa apreensão refletiu diretamente na primeira edição do Boletim Focus divulgada após o pleito.
De acordo com o levantamento gerido pelo Banco Central, as expectativas dos analistas sofreram revisões pessimistas, apontando altas para a inflação, para as taxas de juros e para a própria moeda estrangeira, enquanto as projeções de crescimento econômico registraram queda.
Fatores internos e a decisão do Copom
No cenário nacional, circulam especulações sobre um eventual congelamento dos juros, gerando instabilidade entre os investidores. Além disso, há grande expectativa para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), responsável por estipular a nova taxa básica da economia, a Selic, que atualmente está fixada em 13,75% ao ano.
O mercado financeiro projeta majoritariamente a estabilidade da taxa. Às vésperas do encontro, derivativos negociados na B3 apontavam uma probabilidade implícita de 63,1% de que o patamar atual seja mantido pelo colegiado.
Cenário internacional e o mercado de energia
Fora do país, os investidores monitoram atentamente o desenrolar das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos.
Outro elemento de pressão sobre os ativos é o comportamento da commodity energética. No mesmo horário, o barril de petróleo tipo brent, que serve como referência global, registrava cotação de US$ 114,99, apresentando acréscimo de 0,21%.








