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Papa Leão XIV vota nas eleições dos EUA via correio

Pontífice utilizou sua cidadania americana para participar do pleito legislativo diretamente de sua residência no Vaticano.

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Papa Leão XIV vota pelo correio nas eleições legislativas dos Estados Unidos

O Papa Leão XIV exerceu seu direito ao voto nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, que ocorrem na próxima terça-feira (3). A confirmação do envio da cédula para Chicago, Illinois, foi emitida pela Sala de Imprensa da Santa Sé nesta sexta-feira (30), encerrando especulações sobre a participação do pontífice no processo eleitoral americano.

A relação do Papa com a cidadania americana

Nascido em Chicago, Leão XIV mantém a cidadania dos EUA e o costume de participar ativamente das votações sempre que as circunstâncias permitem. O Vaticano esclareceu que o pontífice “enviou sua cédula eleitoral pelo correio para Chicago”, reforçando que ele busca cumprir com suas obrigações cívicas desde os tempos em que residia no Peru. Para a Santa Sé, o Papa defende a importância da atuação social, reiterando sua crença sobre “o direito e o dever dos cidadãos de participar dos processos democráticos”.

Mecanismos de votação no exterior

O processo foi viabilizado pela Uniformed and Overseas Citizens Absentee Voting Act (UOCAVA), uma legislação federal americana que garante a militares e civis residentes no exterior o direito ao voto à distância. Como um cidadão americano vivendo no Vaticano, Leão XIV utilizou esse dispositivo legal para garantir que seu voto fosse computado em sua cidade natal antes do início oficial da votação nas urnas.

O impacto das midterms

As eleições de meio de mandato, popularmente chamadas de midterms, são cruciais para a dinâmica política dos Estados Unidos. Realizadas na metade do período presidencial, elas definem a configuração da Câmara dos Representantes e de parte do Senado. O resultado do dia 3 de novembro será determinante para o equilíbrio de poder entre os partidos Republicano e Democrata, influenciando diretamente a governabilidade durante os dois anos finais do mandato do presidente Donald Trump.

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