Um trabalhador terceirizado de 20 anos é investigado por subtrair cartões bancários de agentes penais em serviço na Penitenciária do Distrito Federal II (PDF II), situada no Complexo da Papuda.
Modus operandi na limpeza dos alojamentos
O indivíduo se valia de sua função na limpeza para entrar nos alojamentos, local onde os servidores deixavam suas carteiras guardadas durante os plantões de trabalho.
Com o acesso facilitado aos pertences, ele conseguia retirar os cartões para realizar transações comerciais sem o consentimento dos verdadeiros donos.
Como a polícia chegou ao suspeito
A apuração policial teve início quando os agentes notaram o sumiço dos plásticos e constataram cobranças desconhecidas em suas contas bancárias.
Em 26 de outubro, três servidores sofreram prejuízos no mesmo dia, efetuando pagamentos em horários próximos e no mesmo estabelecimento. Registros com o mesmo padrão ocorriam desde o início de setembro.
Por meio do cruzamento de dados, a Seção de Investigação Geral (SIG) da 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião), com apoio da Polícia Penal, identificou o empregado terceirizado.
Confissão e apreensão dos cartões
Na quinta-feira (29/10), o investigado prestou esclarecimentos na delegacia e confessou a autoria dos crimes. Na mesma data, um mandado de busca e apreensão foi cumprido na casa dele, resultando na localização de 22 cartões de 14 vítimas diferentes. O aparelho celular do suspeito também foi recolhido para análise pericial.
O delegado Thiago Peralva explicou que o caso começou com três vítimas conhecidas, mas os demais donos dos materiais recuperados ainda prestarão depoimento. Parte dos servidores sequer sabia do crime e achava que havia apenas perdido os objetos.
Como não havia situação de flagrante no momento da abordagem, o jovem foi liberado. A tipificação penal aplicada ao caso é de furto qualificado por abuso de confiança e fraude, enquanto as autoridades seguem apurando o montante total dos prejuízos e eventuais cúmplices.








