A gigante dos ativos digitais Binance foi alvo de uma invasão cibernética sem precedentes que resultou na perda estimada de US$ 6,3 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 33 bilhões.
Investigação aponta grupo norte-coreano De acordo com um relatório divulgado pela empresa de inteligência TRM Labs na madrugada desta sexta-feira (30/10), cibercriminosos da Coreia do Norte podem ser os responsáveis pelo mega-ataque.
Análise dos dados e velocidade do golpe A maior parte da transferência ilícita dos fundos aconteceu no intervalo de aproximadamente 20 minutos. Com esse volume, o episódio se consolida como o maior roubo de criptomoedas já documentado, superando em cerca de quatro vezes o prejuízo de US$ 1,5 bilhão sofrido pela Bybit em fevereiro de 2025.
Por meio de uma verificação robusta de dados, os analistas conectaram a invasão à TraderTraitor, principal célula hacker do regime norte-coreano — mesma facção associada ao incidente na Bybit no ano anterior.
Medidas de segurança e pronunciamento oficial Em nota oficial, a corretora de ativos digitais declarou que conseguiu congelar US$ 3 bilhões e que seus times operam sem parar para solucionar o caso. “Fiquem tranquilos, os fundos dos usuários estão completamente seguros”, disse um comunicado.
O co-CEO da companhia, Richard Teng, explicou através da rede social X que a falha teve origem na suposta invasão ao notebook de um colaborador da equipe de engenharia. “Para deixar claro: o invasor não usou simplesmente as permissões de um engenheiro, e não se tratou de uma ação simples de ‘um clique’. Envolveu um processo de ataque mais complexo”, pontuou o dirigente.








