As autoridades espanholas confirmaram que subiu para 69 o número de óbitos decorrentes da violenta colisão entre duas composições ferroviárias ocorrida na manhã de quarta-feira (28/10). Enquanto dezenas de feridos recebem atendimento médico em unidades de saúde da região, equipes de socorro mantêm os esforços de busca por sobreviventes entre os escombros. Em resposta à tragédia, o governo decretou um período de luto oficial de três dias.
Buscas intensas nos destroços
O agravamento no balanço oficial de vítimas foi comunicado por Emiliano García-Page, presidente do governo de Castilha-La Mancha.
Para assegurar que não haja mais pessoas soterradas ou presas nas ferragens, o trabalho de varredura conta com suporte especializado. “As equipes de resgate continuam trabalhando com muito cuidado, porque ainda não podemos afirmar com certeza que não há mais vítimas presas nos destroços retorcidos. Uma unidade de cães farejadores foi mobilizada ontem. Eles voltarão hoje para garantir que não haja mais ninguém no local”, disse Esther Padilla, porta-voz do governo.
Dinâmica do acidente na alta velocidade
O desastre aconteceu por volta das 8h54 (horário local), em um segmento da malha ferroviária de alta velocidade que conecta Madri à região da Andaluzia. Segundo dados repassados pelos serviços de socorro, a batida provocou o descarrilamento de duas unidades do trem operado pela Iryo, que acabaram despencando de um aterro após o impacto com uma composição da Renfe.
Estima-se que mais de 540 pessoas estavam a bordo dos dois veículos no momento da ocorrência. O trem da empresa AVE transportava 397 ocupantes, ao passo que a composição da Iryo conduzia 146 passageiros e um bebê, conforme dados veiculados pela imprensa local.
Investigação oficial em andamento
A resposta à emergência mobilizou um contingente expressivo de bombeiros, profissionais de saúde e forças de segurança para o atendimento aos sobreviventes e o resgate dos corpos.
Os desdobramentos jurídicos do caso já foram definidos pelas instâncias competentes. A comarca judicial sediada em Orgaz (Toledo) assumiu a responsabilidade pela condução das investigações que esclarecerão as causas do acidente, de acordo com informações divulgadas por fontes do Poder Judiciário.








