A Prefeitura de Resende dá início nesta terça-feira (20) a uma intervenção estrutural de drenagem no bairro Jardim Jalisco para solucionar um problema histórico de alagamentos que afeta a comunidade há mais de 50 anos. O projeto consiste na substituição da infraestrutura atual de escoamento por dutos consideravelmente maiores, o que exigirá bloqueios e desvios temporários no tráfego local.
Ampliação da rede de escoamento pluvial
O planejamento da obra teve início nos meses finais de 2025 e foi finalizado no começo deste ano. A estratégia principal envolve a troca das canalizações atuais, que possuem apenas 400 milímetros, por novas estruturas com diâmetro inicial de 1.000 milímetros, multiplicando a capacidade de vazão da água das chuvas.
O cronograma operacional determina que a fase inaugural aconteça nas imediações do Rio Paraíba do Sul. A escolha se deve ao período de estiagem, momento em que o volume mais baixo do rio facilita a atuação das equipes nas margens.
Mudanças no trânsito e interdições
Para viabilizar a execução dos trabalhos, a Guarda Municipal e a Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito elaboraram um esquema especial de circulação. A descida pela Ponte Miguel Couto, próxima ao Resende Shopping, será fechada para veículos, obrigando os motoristas a utilizarem a Avenida Saturnino Braga rumo à Avenida Marcílio Dias.
Outros pontos do bairro também receberão bloqueios totais ou parciais. A Rua Augusto Xavier de Lima ficará intransitável por um período, enquanto a Avenida Kennedy, na altura da saída da Rodoviária Velha, liberará apenas a passagem de automóveis leves, exigindo conversão obrigatória na Rua Pandiá Calógeras ou retorno para a Saturnino Braga. Na Rua Sarquis José Sarquis, o tráfego ficará restrito exclusivamente a quem precisa acessar o Senai, a Prefeitura e a 89ª Delegacia de Polícia.
Próximas etapas no bairro
À medida que o projeto avançar, os operários atuarão em vias como a Avenida Marcílio Dias, as ruas Rafaela Maria Bruno, Mauro César do Nascimento e em um segmento da Rua 7, sempre adotando um sistema fatiado para minimizar os transtornos viários.
O prefeito Tande Vieira reconheceu os impactos da obra na rotina de moradores, comerciantes e motoristas, mas destacou a necessidade de uma solução estrutural para o problema dos alagamentos. Segundo ele, o objetivo é substituir medidas paliativas por uma intervenção capaz de melhorar as condições da região.








