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PF apreende cofres com dinheiro e joias em operação contra CV

Ação policial cumpre dezenas de mandados e atinge esquema de monopólio de internet dominado por facção criminosa no Rio.

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PF acha cofre com dinheiro e joias em operação que prendeu família de Oruam

A Polícia Federal deflagrou a Operação Backbone nesta segunda-feira (19/10) com o objetivo de desarticular um esquema criminoso ligado ao Comando Vermelho que impunha o monopólio na prestação de serviços de internet em comunidades do Rio de Janeiro. Durante as diligências, os agentes encontraram cofres recheados de joias, além de pilhas e sacolas com dinheiro vivo.

Alvos da operação policial

Entre os alvos dos mandados de prisão expedidos estão o traficante Márcio dos Santos Nepomuceno, o Marcinho VP — que já cumpre pena desde 1996 e teve a ordem cumprida na Penitenciária Federal de Campo Grande (MS) —, a esposa dele, Márcia Gama, e o filho, Lucas Santos Nepomuceno. Registros fotográficos divulgados pela corporação exibem maços de dinheiro escondidos em gavetas de roupas e em sacolas em um domicílio situado em Tomás Coelho, na zona norte carioca.

Apreensões em condomínio de luxo

Em outra frente da ação, realizada em um condomínio de alto padrão na Barra da Tijuca, zona sudoeste da capital fluminense, as equipes policiais efetuaram a prisão preventiva de um investigado apontado como beneficiário de uma das empresas de telecomunicações do esquema. No local, foram confiscados valores em espécie, duas pistolas, artefatos de joalheria, relógios de luxo, um automóvel, telefones celulares e documentos variados. Até o momento, o montante total confiscado não teve sua somatória divulgada pelas autoridades.

Investigação sobre o monopólio da internet

De acordo com o inquérito, a facção criminosa obrigava moradores dos complexos do Alemão, da Penha e do Chapadão a utilizarem redes de conexão específicas controladas pelo grupo. Para afastar a concorrência de operadoras legalizadas, criminosos armados incendiavam centrais de distribuição, seccionavam cabos e bloqueavam equipes de manutenção. As empresas autorizadas pelos criminosos precisavam repassar uma taxa mensal para atuar nas regiões dominadas.

Lavagem de dinheiro e bloqueio de bens

O esquema contava com o repasse de lucros para familiares de líderes da organização criminosa através de empresas de fachada, produtoras de eventos, agências de publicidade, aquisição de imóveis de luxo pagos em espécie e uso de criptomoedas. A Justiça autorizou o congelamento de até R$ 558 milhões em ativos financeiros e patrimoniais pertencentes a dezenas de pessoas físicas e jurídicas. Ao todo, a ofensiva resultou em 19 prisões e no cumprimento de 24 mandados de busca e apreensão. Os suspeitos poderão responder judicialmente por lavagem de dinheiro, extorsão majorada e domínio social estruturado.

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