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Deputado do PL que disparou em boate recebeu R$ 1 mi para campanha

Parlamentar não conseguiu se reeleizar nas eleições e foi levado à delegacia após confusão na zona sul de São Paulo.

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Tiro na balada: deputado do PL recebeu R$ 1 milhão do partido para campanha

O deputado estadual Marcelo Aguiar (PL), que foi encaminhado à delegacia na madrugada desta segunda-feira (19/10) após disparar uma arma de fogo em uma casa noturna na zona sul da capital paulista, contou com quase R$ 1 milhão em verbas do fundo eleitoral da sua legenda para tentar a reeleição neste ano, embora não tenha obtido êxito com seus 37,6 mil votos.

Financiamento de campanha e dados eleitorais

Conforme registros da Justiça Eleitoral, a tentativa de recondução de Aguiar à Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) foi financiada com R$ 950 mil repassados pelo diretório nacional do partido, somados a outros R$ 12,4 mil vindos da esfera estadual da sigla, totalizando R$ 962,4 mil em recursos partidários.

Perfil político e trajetória artística

Nascido em 1973, o parlamentar é economista, gestor público, casado, pai de dois filhos e acumula passagens como vereador de São Paulo a partir de 2008 e deputado federal por dois mandatos iniciados em 2010. Além da atuação parlamentar, ele construiu trajetória como cantor, tendo começado no gênero sertanejo antes de se definir como artista gospel.

No portal oficial da Alesp, a trajetória do político é descrita da seguinte forma: “Sua atuação parlamentar é pautada por firmeza ética, preparo técnico e sensibilidade social”.

O texto institucional também acrescenta: “Em todas as funções públicas que exerceu, demonstrou compromisso com a transparência, com a boa gestão dos recursos públicos e com pautas que fortalecem os direitos sociais e os princípios da moral cristã na sociedade”.

A biografia oficial ainda pontua: “Marcelo Aguiar é respeitado por sua integridade, sua fé e sua luta constante por uma sociedade mais justa, com especial atenção à infância, à juventude e à preservação de valores que sustentam a dignidade humana”.

O incidente na casa noturna e a investigação policial

O político foi conduzido ao 14° Distrito Policial, situado em Pinheiros, para o registro da ocorrência, mas não permaneceu detido devido à imunidade parlamentar garantida pela Constituição Federal a casos que não envolvam crimes inafiançáveis. A corporação policial apura se o disparo ocorreu de maneira acidental.

Registros policiais apontam que a guarnição foi acionada após o tiro desferido na madrugada. Relatos de testemunhas indicam que o parlamentar teria importunado frequentadoras do local e recebido advertência de um homem, sendo abordado por mais duas pessoas na sequência antes de efetuar o disparo. O boletim de ocorrência aponta que ele estava em “estado de exaltação” e oferecia riscos.

Posicionamento da assessoria

Por meio de nota oficial divulgada em plataformas digitais, a equipe do deputado justificou que o episódio ocorreu durante um desentendimento motivado pelo uso de fármacos potentes, “que provocaram uma reação adversa”.

O comunicado esclarece ainda: “Em nenhum momento o deputado foi preso. Ele apenas prestou esclarecimentos na delegacia e foi liberado em seguida”. Por fim, a assessoria confirmou que ele repousa em residência própria, passará por avaliações médicas e “(Aguiar) reitera que confia na Justiça e tem a convicção de que todos os fatos serão devidamente esclarecidos no momento oportuno”.

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