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Mãe aponta pensão como motivação para feminicídio no DF

Vítima foi baleada pelo ex-companheiro na Candangolândia e não resistiu aos ferimentos após ser socorrida em estado grave.

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Homem matou ex a tiros porque não queria pagar pensão, afirma mãe da vítima

O assassinato de Mayara Stephany Varela de Almeida Sousa, de 30 anos, chocou o Distrito Federal nesta semana. A vítima, que foi baleada na cabeça e no tórax na QR 1 da Candangolândia, faleceu na última sexta-feira (16/10) no Hospital de Base do DF. A família aponta que o crime foi motivado por conflitos relacionados à pensão alimentícia da filha do casal, uma criança de 3 anos.

Conflitos recorrentes e histórico de violência Josi Varela, mãe de Mayara, relatou que a relação era marcada por constantes desavenças, já que o autor do crime, identificado como André Eduardo Alves da Silva, de 40 anos, se opunha ao pagamento da verba alimentar. ““[André] não queria pagar [pensão]. Eu contratei advogado, tudo. Ele não queria pagar pensão”, afirma Josi, mãe de Mayara. “Eles brigavam muito porque ele não aceitava o pedido de pensão, demorava para pagar. Todo mês era uma briga”, revela. “Às vezes, ele não queria pegar ela [a criança] e aí discutia, bloqueava [em apps de conversa].””

Ameaças e medidas protetivas A família da vítima já havia buscado auxílio das autoridades policiais antes do desfecho trágico. Segundo Josi, ela e a filha registraram um boletim de ocorrência contra o agressor. A gravidade da situação era tanta que, dias antes do crime, um policial entrou em contato com Mayara para dar prosseguimento às investigações sobre a conduta do ex-companheiro.

Investigação e desfecho do caso Após o ataque, que foi registrado por câmeras de segurança, o suspeito fugiu do local. André Eduardo foi localizado pela polícia na região do Riacho Fundo na noite de sexta-feira, mas tirou a própria vida antes de ser detido. Informações apuradas indicam que o homem já respondia a um processo judicial por violência contra a mulher, injúria e crimes contra a honra, registrado em janeiro deste ano. O caso permanece sob investigação da 11ª Delegacia de Polícia.

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