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Feminicídio no DF: as propostas de Celina Leão e Leandro Grass

Com 19 casos registrados apenas em 2026, a segurança das mulheres torna-se tema central no debate eleitoral pela governança do Distrito Federal.

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As propostas de Celina Leão e Leandro Grass para reduzir feminicídios no DF

O Distrito Federal registrou, até a última sexta-feira (16/10), 19 casos de feminicídio em 2026. O número alarmante coloca em evidência a necessidade urgente de aprimorar as políticas públicas voltadas à proteção feminina e ao combate à violência de gênero. Diante deste cenário, os candidatos ao Palácio do Buriti, Celina Leão (PP) e Leandro Grass, detalharam suas estratégias para enfrentar essa crise de segurança.

Propostas de Celina Leão

A atual governadora, que busca a reeleição, enfatiza a continuidade e a expansão de programas já existentes. Sobre sua visão para o tema, a candidata declarou: “Queremos ampliar o Viva Flor e fortalecer toda a rede de acolhimento. Quero que cada mulher do Distrito Federal tenha segurança para viver e oportunidade para construir seu próprio futuro”.

Entre as medidas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a candidatura de Celina Leão foca em:

Ações preventivas e autonomia

A proposta prevê ampliar atividades educativas nas comunidades e o acompanhamento próximo a casos de risco elevado. Além disso, o plano contempla o suporte a filhos de vítimas, o fortalecimento da rede de apoio a cuidadoras e o estímulo à autonomia econômica feminina, por meio de capacitação profissional, acesso ao microcrédito e incentivo ao empreendedorismo em áreas como tecnologia e ciência.

Propostas de Leandro Grass

O candidato petista defende uma reformulação no rigor dos protocolos de atendimento e resposta estatal. Durante sua campanha, o postulante afirmou: “Vou intensificar o cumprimento de medida protetiva para aquele agressor que já, numa primeira vez, violentou sua companheira, além de ampliar as condições para que as mulheres denunciem os agressores”.

O plano de governo de Grass inclui os seguintes pilares:

Estrutura e proteção integral

O projeto propõe o funcionamento pleno da Casa da Mulher Brasileira, além da expansão de unidades regionais e Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAM) com plantão 24 horas. O plano também sugere a implementação da Patrulha Maria da Penha em todas as Regiões Administrativas, a padronização na avaliação de risco logo no primeiro contato com as forças de segurança e assistência integral para órfãos do feminicídio.

Contexto da violência no DF

O ano de 2026 tem sido marcado por crimes brutais que repercutiram em todo o Distrito Federal. Casos como os de Mayara Stephany Varela, Janaína Rodrigues da Silva e Flávia Gomes da Silva — esta última assassinada na presença da filha de apenas 4 anos — ilustram a gravidade da situação. Outras ocorrências, como as de Hildene Rodrigues da Silva, Dileusa Almeida Durães, Cláudia da Silva Nascimento, Luana Moreira Marques, Maria Elenice, Bruna Stephanie Freitas Brandão e Jussiara Ferreira dos Santos, reforçam a urgência de políticas públicas eficazes. A reclassificação de crimes, como o de Jussiara, inicialmente tratado como ameaça e posteriormente identificado como feminicídio consumado, expõe as falhas no monitoramento que o próximo governo terá o desafio de sanar.

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