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MP cobra explicações da Prefeitura de SP após caos das chuvas

Promotoria quer saber se plano de contingência foi ativado em meio a alagamentos, mortes e prejuízos por toda a capital paulista.

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Promotoria quer que gestão Nunes se explique após estragos da chuva

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) determinou que a gestão Ricardo Nunes (MDB) apresente, no prazo de 48 horas, esclarecimentos detalhados sobre as ações executadas durante o temporal que atingiu a capital paulista na última quarta-feira (14/10). A Promotoria busca identificar se houve o acionamento eficaz do plano de contingência e se o município está prestando o devido suporte às vítimas das ocorrências.

Impactos do temporal e tragédia

A tempestade provocou danos severos em diversos pontos da cidade. No centro, o alagamento do Túnel do Anhangabaú deixou motoristas ilhados e veículos submersos. Na zona norte, especificamente na região da Brasilândia, uma mulher morreu em decorrência de um deslizamento de terra. Além disso, o transbordamento do lago do Parque do Ibirapuera causou a interdição de vias na zona sul, evidenciando a fragilidade da infraestrutura urbana frente ao volume de água.

Histórico de condenações judiciais

A cobrança do MPSP ocorre em um contexto de tensão jurídica. Em janeiro deste ano, a Justiça já havia condenado a Prefeitura de São Paulo a elaborar planos de intervenção de curto, médio e longo prazos voltados ao controle e prevenção de enchentes, após reconhecer falhas contínuas na drenagem urbana. O órgão agora exige o cumprimento imediato da sentença, requerendo o reconhecimento da mora administrativa e a aplicação de uma multa diária de R$ 10 mil.

Caos na mobilidade e serviços

Os transtornos foram generalizados. O Aeroporto de Congonhas registrou um cenário crítico, com 148 voos atrasados — o equivalente a 24% da operação diária — e seis cancelamentos. O sistema de transporte público também sofreu, com a entrada da Estação Japão-Liberdade, da Linha 1-Azul do Metrô, sendo invadida pela água. Em resposta aos impactos na circulação, a Prefeitura optou por suspender o rodízio de veículos na cidade para tentar amenizar os transtornos no trânsito.

O episódio reforça o debate sobre a eficácia das medidas de mitigação de desastres naturais na metrópole. Enquanto a gestão municipal lida com a suspensão de restrições de tráfego e os danos materiais, o Ministério Público mantém a pressão para que o poder público atenda às exigências judiciais previamente estabelecidas para evitar futuras catástrofes.

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