A Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) de São Paulo deu início a um procedimento investigatório para apurar supostas fraudes financeiras na Penitenciária Feminina de Sant’Ana, localizada na zona norte da capital paulista. A servidora que ocupava a chefia da seção administrativa da unidade foi destituída de seu cargo de confiança após o surgimento de indícios de prejuízos aos cofres públicos.
Investigação sobre a conduta da servidora
Franciany Miranda Memoli, que é funcionária concursada da pasta, estava lotada originalmente na Penitenciária Nilton Silva de Franco da Rocha II. No entanto, ela exercia uma função estratégica na unidade de Sant’Ana, tendo sob sua responsabilidade a gestão de compras, o setor financeiro, o departamento de pessoal e o controle da burocracia interna, o que lhe conferia acesso direto ao fluxo de despesas do presídio.
Origem das denúncias e apuração
O alerta sobre as irregularidades partiu do Tribunal de Contas do Estado (TCE-SP) e de auditorias internas realizadas pela própria unidade e pela coordenadoria regional da SAP. Atualmente, o caso está sob análise da Corregedoria da Polícia Penal. Embora a Secretaria não tenha oficializado o montante total dos desvios, informações apontam que os valores poderiam chegar a R$ 4 milhões, que teriam sido destinados a empresas de fachada.
Situação funcional da investigada
Após a deflagração da investigação, a servidora tentou pedir exoneração de seu cargo público efetivo, porém o pedido foi indeferido pelo órgão. Paralelamente, ela solicitou licença médica e permanece afastada de suas atividades. Até o momento, não houve retorno aos pedidos de posicionamento enviados à servidora.
Em nota oficial, a pasta detalhou o andamento do processo:
“Após apontamentos do Tribunal de Contas do Estado e levantamentos da Penitenciária Feminina Sant’Ana e Coordenadoria Regional, a Polícia Penal do Estado de São Paulo instaurou apuração sobre possíveis irregularidades administrativas e financeiras na unidade. A investigação está a cargo da Corregedoria da Polícia Penal.”
“A servidora mencionada é concursada, mas exercia cargo de confiança do qual foi exonerada. No momento, ela está afastada por licença médica.”








