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Fisioterapia e ABA: o método de Glaucia Lisboa no cuidado do TEA

Especialista une reabilitação motora e ciência comportamental para ampliar a autonomia e a participação social de crianças autistas.

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Glaucia Lisboa integra Fisioterapia e ABA no cuidado de crianças com TEA

A prática clínica de Glaucia Lisboa tem se destacado por uma abordagem inovadora que conecta a Fisioterapia à Análise do Comportamento Aplicada (ABA). Ao tratar crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), a especialista compreende que o movimento e o comportamento são pilares indissociáveis. Quando uma criança evita ou interrompe uma brincadeira, o desafio terapêutico é investigar as barreiras subjacentes, sejam elas motoras ou sensoriais, para garantir uma participação funcional efetiva.

A união entre movimento e comportamento

Com uma trajetória profissional iniciada em 2008, Glaucia Lemos da Silva Lisboa acumulou vasta experiência em gestão de serviços de saúde e atendimento assistencial. Sua formação atual, que inclui pós-graduações em ABA, Neuropsicologia e intervenções específicas para TEA, permite que ela analise o desenvolvimento infantil sob uma lente multidisciplinar. A profissional utiliza o conhecimento sobre coordenação motora e equilíbrio como base para criar estratégias que facilitam a interação social e a autonomia no dia a dia.

“Antes de insistir em uma atividade, precisamos entender o que está acontecendo. A criança pode precisar de ajuda para executar o movimento, de uma orientação mais clara ou de uma mudança no ambiente”, explica.

Evidências científicas e o papel do contexto

A metodologia adotada pela especialista está alinhada a diretrizes internacionais, como as do Instituto Nacional de Excelência em Saúde e Cuidados do Reino Unido (NICE), que preconizam a investigação de causas ambientais, físicas ou comunicativas antes de rotular comportamentos. Além disso, a literatura científica recente reforça essa visão. Uma revisão sistemática publicada em 2025, na revista Physical & Occupational Therapy in Pediatrics, analisou 23 ensaios clínicos e identificou que intervenções motoras possuem impactos positivos nas habilidades sociais e na comunicação de crianças.

Foco na rotina e na autonomia infantil

Para Glaucia, o sucesso terapêutico não se limita ao ambiente clínico. É fundamental que as metas estabelecidas sejam transferíveis para o ambiente escolar e familiar. A coordenação de equipes, habilidade desenvolvida durante sua carreira, é aplicada para garantir que o diálogo entre os diferentes profissionais seja fluido e centrado nas necessidades da criança. A coleta de dados sobre o desempenho em tarefas cotidianas é, portanto, um passo essencial para medir a eficácia das intervenções.

“Conseguir fazer uma atividade na clínica é uma informação importante, mas precisamos saber se ela também faz sentido na rotina. O objetivo pode ser brincar com mais conforto, participar de uma tarefa ou precisar de menos ajuda, conforme as necessidades daquela criança”, afirma.

Ao integrar o olhar da Fisioterapia com as ferramentas da ABA, o atendimento torna-se mais assertivo. O planejamento terapêutico focado na autonomia permite que cada pequena conquista motora se transforme em um ganho significativo na qualidade de vida e na independência da criança dentro do espectro.

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