Após anunciar a abertura de uma investigação na última quarta-feira (4), a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) suspendeu temporariamente os registros patrimoniais de quatro imóveis pertencentes ao advogado Willer Tomaz, amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), na Ilha Comprida, em Angra dos Reis (RJ). A decisão inclui o terreno que o jogador Richarlison diz ser dele.
Segundo a secretaria, os Registros Imobiliários Patrimoniais dos quatro imóveis em nome da empresa imobiliária de Tomaz foram suspensos temporariamente no sistema. A decisão veio após uma representação administrativa apresentada pela deputada federal Tábata Amaral (PSB-SP).
“Nesse sentido, pelo princípio da cautela, avalia-se pertinente a suspensão temporária dos imóveis em questão no SIAPA – sistema de informação para gestão de imóveis dominiais da União – de modo a restringir a transferência de posse e evitar a extensão desse caso a outras partes”, diz o despacho da SPU.
Willer e Flávio Bolsonaro são investigados em inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal sobre lavagem de dinheiro usando plataformas de apostas online. Essa investigação foi um dos motivos que levou o STF a pedir o confisco do passaporte do candidato derrotado à presidência, que acabou não entregando o documento e fugindo para os Estados Unidos.
Richarlison fez várias postagens pouco antes das eleições denunciando Willer Tomaz e Flávio Bolsonaro, a quem acusa de terem “tomado a ilha na mão grande”. Até o presidente reeleito Lula (PT) entrou na história e prometeu ajudar o jogador.








