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Milei equipara socialismo a fascismo em Cúpula Ibero-Americana

O presidente argentino discursou em Madri sob clima de tensão diplomática com o governo espanhol e ausência de líderes regionais.

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Milei compara socialismo ao fascismo diante de Sánchez na Cúpula Ibero-Americana

O presidente da Argentina, Javier Milei, aproveitou sua participação na Cúpula Ibero-Americana, realizada em Madri nesta quinta-feira (5), para traçar um paralelo direto entre o socialismo e o fascismo. O discurso do líder ultraliberal ocorreu diante do primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, com quem o mandatário argentino protagoniza uma escalada de tensões políticas nos últimos meses.

A crítica de Milei ao modelo socialista

Durante a sessão plenária que reuniu representantes de 22 países, o chefe de Estado argentino defendeu que a associação entre as duas ideologias não é acidental, baseando-se em uma suposta aversão compartilhada ao livre mercado.

“Essa equivalência entre socialistas e fascistas não é casual, eles compartilham o ódio pelo livre mercado, adoram a intervenção do Estado, estatizam empresas, regulam a economia, controlam os meios de comunicação e se dedicar a espalhar propaganda e doutrinação”, disse Milei.

O presidente argentino reforçou sua tese ao declarar: “O socialismo é fascista na política, e o fascismo é socialista na economia”, enquanto criticava o avanço de agendas identificadas como progressistas na Europa.

Tensões diplomáticas e ausências

O encontro foi marcado por um distanciamento visível entre Milei e Sánchez, que trocaram apenas um aperto de mão protocolar e frio ao se encontrarem no evento. A cúpula registrou ausências notáveis de diversos líderes latino-americanos, como o brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e a mexicana Claudia Sheinbaum.

Vale lembrar que, em visita recente à Espanha, Milei instou os espanhóis “a tirar os socialistas a pontapés”. Em resposta, Sánchez autodenominou-se um “zurdo” e afirmou que “as motosserras e os cortes drásticos (…) não constroem nada, apenas destroem”.

Bastidores da política espanhola

Milei não participou da abertura oficial do encontro nem do jantar oferecido pelo rei Felipe VI. Em vez disso, o presidente argentino optou por priorizar uma agenda com Santiago Abascal, líder da extrema direita espanhola, em um momento em que as pesquisas indicam que a direita precisará de apoio desse setor para formar governo após as eleições de 29 de novembro.

Diante do clima de hostilidade, o rei Felipe VI havia solicitado aos países membros que o bloco buscasse uma voz harmônica, em vez de apresentar “22 vozes dissonantes”.

Presença de Zelensky

Paralelamente aos debates regionais, o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, realizou uma visita surpresa a Madri. O líder ucraniano buscou angariar novos apoios políticos durante reuniões com Sánchez e outros chefes de Estado, visando as negociações internacionais previstas para novembro nos Emirados Árabes Unidos.

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