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Relator apresenta parecer da PEC da Segurança sem redução da maioridade

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Relator apresenta parecer da PEC da Segurança sem redução da maioridade
Brasil

Relator apresenta parecer da PEC da Segurança sem redução da maioridade

Rogério Carvalho propõe que emendas de Camilo Santana e Rogério Marinho tramitem separadamente; votação está prevista para esta terça-feira

Maria Laura Giuliani, Luciana Saravia
03/11/2026 17:35, atualizado 03/11/2026 18:14
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

O relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública no Senado, Rogério Carvalho (PT-SE), apresentou nesta terça-feira (3/11) um parecer que mantém fora do texto a redução da maioridade penal.

O parlamentar propôs que as emendas apresentadas pelos senadores Camilo Santana (PT-CE) e Rogério Marinho (PL-RN) tramitem separadamente.

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A PEC da Segurança, considerada prioridade pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), deve ser votada ainda nesta terça-feira.

As duas emendas provocaram um impasse na tramitação da PEC. Camilo propôs reduzir a maioridade penal de 18 para 16 anos exclusivamente para crimes hediondos.

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Marinho, por sua vez, defendeu a redução para 16 anos como regra geral e para 14 anos nos casos de crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e outros delitos previstos em sua proposta. O tema contribuiu para o adiamento da votação da PEC em outubro.

“As matérias tratadas nas emendas são relevantes e merecem ser debatidas por esta Casa. Não se confundem, contudo, com o objeto central da PEC nº 18, de 2025”, justificou Carvalho no parecer.

O relator argumentou que a redução da maioridade penal exige uma discussão específica e propôs que as duas sugestões tramitem como proposições autônomas, sem comprometer a análise da PEC da Segurança.

O parlamentar também rejeitou outras quatro emendas, que tratavam da destinação de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública às Forças Armadas e da inclusão de novas categorias entre os órgãos de segurança.

“Além disso, a inclusão dessas matérias novas na PEC, diretamente em Plenário, implicaria o indesejado retorno da proposição à Câmara dos Deputados”, afirmou. A intenção é evitar alterações de mérito que atrasem a promulgação da proposta, já analisada pelos deputados.

A votação foi marcada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para esta terça-feira. A PEC está entre as prioridades legislativas apresentadas pelo governo aos líderes partidários.

A proposta amplia a integração entre União, estados e municípios no combate ao crime organizado, estabelece regras mais rígidas para integrantes de facções e prevê mais recursos para a segurança pública. Para ser aprovada no Senado, precisa de pelo menos 49 votos favoráveis em cada um dos dois turnos de votação.

Governo e oposição têm embate

Segundo apurou o Metrópoles, o plenário votará primeiro o requerimento para que as emendas sobre a redução da maioridade penal tramitem como PECs autônomas. Se aprovado, as propostas serão encaminhadas à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) para análise separada.

Caso o requerimento seja rejeitado, as emendas poderão ser votadas em destaque. Na sequência, os senadores analisarão o texto-base da PEC da Segurança Pública e, por último, a redação final.

A articulação política do governo se reuniu, na manhã desta terça-feira (3/11), para definir a estratégia do Executivo federal na votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública.

Segundo o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, o governo quer deixar de fora do relatório da proposta a discussão sobre a redução da maioridade penal, para evitar novos atrasos na aprovação do texto. A intenção é impedir que a matéria retorne à Câmara dos Deputados e, assim, garantir a votação nos termos aprovados pela Casa Baixa em março.

Também na manhã desta terça, Marinho afirmou que a oposição manterá o destaque para a votação da emenda que diminui a maioridade penal para 16 anos e para 14 anos em casos de crimes hediondos.

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