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Eduardo Paes pressiona por 2º turno no Rio e recorre ao STF

O ex-prefeito contesta a exclusão dos votos de Anthony Garotinho, que alterou o resultado da eleição estadual para o primeiro turno.

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Paes vai às redes pedir mobilização para 2º turno no RJ: "Direito de votar"

O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), voltou a utilizar as redes sociais para exigir a realização de um segundo turno na disputa pelo governo fluminense. Em vídeo publicado nesta terça-feira (3/11), o político argumentou que optou por silenciar sobre o tema durante o pleito presidencial para não tumultuar o processo nacional, mas que agora a mobilização é necessária.

A contestação sobre os votos de Garotinho

Paes questiona a validade da exclusão dos votos destinados a Anthony Garotinho (Republicanos), que somaram 274.411 sufrágios, equivalentes a 3,17% do total. O ex-prefeito sustenta que o candidato estava com os direitos políticos suspensos e não deveria ter constado na urna, mas, uma vez que recebeu votos, estes deveriam ser contabilizados para determinar se houve maioria absoluta.

“Desde o início da campanha a gente denunciou que o candidato Garotinho estava com seus direitos políticos cassados. Ele não podia votar e muito menos ser candidato”, afirmou.

O embate jurídico no STF

A disputa sobre o resultado eleitoral chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) através da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1.362, que está sob a relatoria do ministro Cristiano Zanin. O PSD defende que a anulação dos votos de Garotinho pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não deveria apagar a manifestação do eleitorado, que, segundo o partido, impediria a vitória em primeiro turno.

“Agora chegou a hora de a gente falar sobre isso. Ao longo da última semana, eu vi muitas manifestações de diferentes setores da sociedade fluminense exigindo a realização de segundo turno aqui. Hoje eu reinicio, junto com vocês, essa luta”, declarou.

Impacto no resultado eleitoral

Antes da decisão do TSE, Douglas Ruas (PL) aparecia com 49,27% dos votos válidos, enquanto Paes contabilizava 42,76%. Com a anulação dos votos de Garotinho, que teve o registro indeferido, Ruas atingiu 50,88%, garantindo a eleição em primeiro turno. Para o ex-prefeito, o cenário desrespeita a vontade popular expressa nas urnas.

“E essa não é uma ação sobre uma candidatura, um candidato ou outro. É preciso respeitar a vontade das urnas expressas no dia 4 de outubro. E o Rio escolheu ter segundo turno. O povo do Rio de Janeiro tem o direito de votar”, disse.

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