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Ministério da Justiça revisa classificação de desenhos da Record

Pasta avalia recuo na decisão que elevou a faixa etária do programa para 12 anos após críticas sobre censura e perseguição religiosa.

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Ministério da Justiça pode reavaliar ato sobre desenhos bíblicos da Record

O Ministério da Justiça realiza, na tarde desta terça-feira (3/11), uma reunião decisiva para rediscutir a classificação indicativa da atração Record Kids: Desenhos Bíblicos. Existe a possibilidade real de a pasta recuar da medida recente, que havia alterado a recomendação do programa de livre para não recomendado a menores de 12 anos.

Critérios técnicos e polêmicas A decisão original foi baseada em análises técnicas que identificaram elementos sensíveis nas narrativas bíblicas, como cenas de apedrejamento e conteúdos interpretados como discurso homofóbico. A portaria do governo mencionou especificamente a presença de “atos criminosos, drogas ilícitas, violência e estigma ou preconceito”, sugerindo que a exibição na TV aberta ocorresse apenas após as 20h.

Entenda o impacto da medida É fundamental pontuar que o Ministério da Justiça emitiu uma recomendação de horário e não uma proibição direta. A emissora possui autonomia para manter a grade de programação, visto que a classificação indicativa funciona como um guia para os pais sobre a adequação do conteúdo, sem impedir legalmente a transmissão em horários alternativos.

Pressão judicial e política A possível revisão do ato acontece em meio a uma onda de críticas e a uma ação popular movida na Justiça Federal pelo advogado Wilian Frata. O autor do processo contesta a portaria e sustenta que a medida configuraria censura. Segundo a petição, “Essa é a acusação do advogado.” O profissional ainda alega que a mudança teria motivações políticas, ligando o caso a uma suposta represália pelo apoio de grupos cristãos a Flávio Bolsonaro durante o segundo turno das eleições.

Até o momento, o governo não bateu o martelo sobre a manutenção ou o abrandamento da restrição, mantendo o debate sobre os critérios de proteção à infância em foco na reunião desta tarde.

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