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Rússia retoma ofensiva militar na Ucrânia após fim de trégua

Governo ucraniano tentou estender a paralisação negociada por Melania Trump, mas Moscou recusou a proposta de prolongamento.

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Rússia retoma ataques em região ucraniana após fim da trégua mais longa desde 2022

As forças russas voltaram a bombardear a província ucraniana de Kherson nesta segunda-feira (2), marcando o encerramento da trégua mais prolongada desde o início do conflito em 2022, de acordo com dados divulgados pela administração local.

Alvos atingidos em Kherson O primeiro registro de violência pós-cessar-fogo aconteceu logo no início da manhã. “Por volta das 8 da manhã, os ocupantes russos atacaram um carro com um drone no distrito urbano de Korabelny, em Kherson”, informaram as autoridades da cidade do sul da Ucrânia. O impacto deixou duas pessoas feridas, um homem de 73 anos e uma mulher de 62, que precisaram de atendimento hospitalar imediato.

Negociações e recusa de Moscou O acordo de cessar-fogo atípico foi viabilizado pela articulação da primeira-dama dos Estados Unidos, Melania Trump, e viabilizou ações humanitárias em Oleshki, zona sob controle russo. A pausa teve início na terça-feira passada e representou a trégua mais estendida desde a invasão comandada pelo Kremlin, crise que já provocou milhares de vítimas fatais e o deslocamento de milhões de cidadãos.

Apesar dos esforços diplomáticos, a trégua vigorou apenas em Kherson, enquanto o restante do front continuou registrando confrontos ativos. Um representante da presidência ucraniana relatou à agência AFP que Kiev tentou estender o acordo no domingo, mas a oferta foi sumamente recusada pelo governo russo.

Impacto estratégico e novos confrontos Autoridades militares e civis da Ucrânia já haviam sinalizado que o fim da trégua viria acompanhado de uma escalada na violência. Para o comando militar ucraniano, o período de calmaria serviu para que as tropas invasoras pudessem “fortalecer suas posições”. O temor de uma intensificação drástica é compartilhado por quem está no front: “Vai ser um inferno, ainda pior do que antes”, disse uma fonte militar local que pediu anonimato.

Além da região sul, a violência se fez sentir em outras frentes de batalha. O governador de Kharkiv relatou o falecimento de uma pessoa decorrente de bombardeios russos na cidade de Izium, situada no nordeste ucraniano.

Perspectivas diplomáticas futuras Mesmo com a retomada imediata das hostilidades, a agenda diplomática prevê novos diálogos. A previsão é de que aconteçam rodadas de negociação mediadas por Washington entre Kiev e Moscou ao longo deste mês.

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