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PF ouve suspeitos de envenenar água em aldeias indígenas no MS

Investigações apuram ataques em comunidades do Mato Grosso do Sul ocorridos após o resultado das eleições presidenciais.

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Suspeitos de envenenar água em aldeias indígenas no MS são ouvidos pela PF

A Polícia Federal (PF) iniciou as oitivas com pelo menos dois suspeitos de envolvimento em casos de contaminação da água em aldeias indígenas situadas no Mato Grosso do Sul. O caso ganha contornos graves após denúncias apontarem que um servidor público municipal de Tacuru teria participado do envenenamento na aldeia Sassoró.

Investigação de crimes políticos

O Ministério dos Povos Indígenas realizou uma triagem criteriosa sobre as denúncias recebidas. Embora a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) tenha registrado 30 ocorrências, a pasta identificou que 10 delas possuem características criminosas, com indícios de motivação política, visto que as ações foram deflagradas logo após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no pleito de 25 de outubro.

O ministro Eloy Terena detalhou o cenário atual das averiguações: “Nós recebemos 10 casos, depois de filtrar tudo que foi recebido. E desses 10 casos, quatro são aqui de Mato Grosso do Sul. Até o momento, né, lógico que é uma averiguação preliminar, apenas esse caso do envenenamento que tem uma ligação direta com crime político. Os outros atropelamentos até o momento não, mas é claro que não serão descartados”.

Áudios revelam ameaças

A investigação ganhou força após a circulação de gravações em grupos de WhatsApp. O material, divulgado pela Apib, traz uma voz atribuída a um servidor de Tacuru proferindo ofensas e ameaças diretas: “Tem que ponhar veneno na água, tem que matar essas pragas na água”.

Reforço da segurança nas aldeias

Diante da escalada de violência, a Força Nacional de Segurança Pública manterá presença por tempo indeterminado no estado. Ao todo, 145 agentes atuarão no patrulhamento das aldeias Sassoró, Taquaperi e Limão Verde.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, explicou a estratégia de atuação das tropas: “A Força Nacional inclusive, além da presença numérica atual, vai ter um reforço, está adotando um procedimento que eu reputo muito importante, que é o procedimento que eles chamam de Minuto a Minuto. Eles estarão sempre no terreno, sempre na área de operações disponíveis para se deslocar onde qualquer ocorrência com aparência criminosa ou severa aconteça, sendo acionados pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal ou pelas forças estaduais”.

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