O iPhone Duo, primeiro celular com tela dobrável da marca, enfrenta um momento delicado no mercado tecnológico devido a falhas físicas reportadas logo após a estreia comercial.
Impacto na reputação e nas vendas Uma sondagem conduzida pelo portal Android Authority revelou que a repercussão negativa diminuiu drasticamente o interesse do público. Perto de 40% dos entrevistados disseram ter perdido a confiança no aparelho por causa dos relatos de defeitos. Além disso, 30% afirmaram que não comprariam o iPhone Duo desde o início. O alto custo de manutenção nos Estados Unidos, onde a troca do painel pode alcançar US$ 1.000 (cerca de R$ 5.120), ampliou a apreensão dos consumidores.
Relatos de defeitos na internet As queixas começaram a se multiplicar em plataformas digitais, com destaque para o Reddit, onde usuários apontaram o surgimento de fissuras na região interna, próxima à dobradiça. Em certas situações, a falha apareceu apenas seis horas após a aquisição, acompanhada por um incomum brilho branco nas marcas de ruptura.
Falhas estruturais e análises técnicas Investigações realizadas por especialistas da iFixit e pelo canal JerryRigEverything apontaram fragilidades no projeto físico. Os técnicos identificaram que uma barra de sustentação na dobradiça pode não retrair adequadamente durante o manuseio, gerando um ponto crítico de pressão que favorece a quebra. A entrada de detritos no mecanismo também foi apontada como um risco potencial, mesmo com a certificação IP68 do dispositivo.
Posicionamento oficial da empresa Diante da repercussão, a fabricante emitiu uma nota oficial para esclarecer a situação: “A empresa afirmou que as falhas atingem um pequeno número de unidades e orientou os consumidores afetados a procurar o AppleCare para solicitar a substituição gratuita do aparelho.” A companhia ressaltou que a garantia padrão cobre defeitos estruturais decorrentes do uso cotidiano e que a assistência não exige a contratação prévia de planos adicionais.
Reação da concorrência no mercado A crise recente abriu espaço para movimentações de rivais diretos, como a Samsung, que atua como fornecedora de painéis flexíveis para a concorrente. Aproveitando o momento de vulnerabilidade, a fabricante sul-coreana lançou peças publicitárias destacando sua bagagem no segmento e ironizando a situação da rival. No cenário geral, a pesquisa ainda apontou que 13% dos entrevistados aguardam correções na próxima geração do produto, 8% esperam melhorias imediatas, e 11% rejeitam qualquer smartphone dobrável, independentemente da marca.








