Estatais federais têm déficit de R$ 3,4 bilhões em setembro, diz BC
Dados foram divulgados nesta quinta-feira (20/10) pelo Banco Central (BC) no Boletim de Estatísticas Fiscais
Após registrar superávit em agosto, estatais federais registram déficit de R$ 3,4 bilhões em setembro, segundo dados do Banco Central (BC), divulgados nesta quinta-feira (29/10) no Boletim de Estatísticas Fiscais.
No ano, o acumulado das estatais federais é um déficit de R$ 11,4 bilhões. O resultado negativo se concentra, principalmente, no início do ano. Só em janeiro, as estatais federais haviam registrado um déficit de R$ 3,33 bilhões, indicando um cenário de forte pressão fiscal logo nos primeiros meses de 2026.
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Veja o resultado das federais mês a mês:
- Janeiro: R$ -3,33 bilhões (déficit);
- Fevereiro: R$ -829 milhões (déficit);
- Março: R$ -249 milhões (déficit);
- Abril: R$ -1,53 bilhão (déficit);
- Maio: R$ -27 milhões (déficit);
- Junho: R$ -1,84 bilhão (déficit);
- Julho: R$ – 476 milhões (déficit);
- Agosto: R$ +1,76 bilhão (superávit);
- Setembro: R$ 3,4 bilhões (déficit).
O indicador divulgado pelo BC considera apenas empresas estatais federais que não incluem grandes companhias como Petrobras e Eletrobras, o que significa que o resultado reflete, sobretudo, a situação de empresas dependentes ou com maior fragilidade financeira.
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do Metrópoles
Fiscal do governo
O setor público consolidado do Brasil teve déficit primário de R$ 5,5 bilhões em setembro de 2026. A dívida bruta do país atingiu 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB).
O resultado de setembro é inferior ao de agosto, quando atingiu R$ 10 bilhões, sendo o maior desde junho de 2020, quando o mundo enfrentava a pandemia da Covid-19.
O governo central apresentou superávit de R$ 3,5 bilhões, e os governos regionais e as estatais apresentaram déficit de R$ 5,3 bilhões e R$ 3,4 bilhões, respectivamente. Em 12 meses, o setor público consolidado acumulou déficit de R$ 70,1 bilhões, equivalente a 0,52% do PIB, 0,09 ponto percentual do PIB inferior ao déficit acumulado até agosto.
A dívida bruta do governo geral (DBGG) atingiu 82,9% do PIB (R$ 11,1 trilhões) em setembro, o que representa aumento de 0,3 ponto percentual do PIB em relação ao mês anterior.








