Justiça de SP aceita pedido de recuperação judicial do Grupo Marabraz
Protocolo havia sido enviado em agosto. A dívida total declarada do grupo é de R$ 140 milhões
São Paulo — O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) aceitou, na terça-feira (27/10), o pedido de recuperação judicial do Grupo Marabraz. A dívida total declarada é de R$ 140 milhões. O grupo é composto pelas empresas Comercial de Móveis Jordanésia, Comercial Móveis das Nações, Comercial Zena Móveis, Monta Móveis e SVC Jaraguá.
A decisão foi proferida pela juíza Fernanda Perez Jacomini, da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. Conforme o texto, acessado pelo Metrópoles, o Grupo Marabraz não poderá sofrer execuções de dívidas já estabelecidas — “retenções, arresto, penhora, sequestro, busca e apreensão e constrição judicial ou extrajudicial sobre os bens das devedoras” — pelos próximos seis meses (180 dias).
Também foi dado um prazo de 60 dias para que o grupo apresente aos credores um plano de recuperação. A cada 30 dias, também devem ser apresentadas contas demonstrativas do balanço. Além disso, os credores deverão apresentar suas habilitações de créditos ao administrador judicial — no caso, foi nomeada a Deloitte.
Receba no seu email as notícias de Metrópoles SP
Frequência de envio: Diário
O protocolo havia sido enviado em meados de agosto, conforme noticiado anteriormente pelo Metrópoles. Conforme explicado pela empresa à época, os problemas financeiros decorrem da alta persistente dos juros e disputas societárias e familiares. O pedido de recuperação protocolado afirmava que, historicamente, a família captava recursos junto ao mercado financeiro para expansão e exercício de suas atividades.
Entre no canal de WhatsApp
do Metrópoles SP
A Marabraz também havia afirmado que o pedido foi feito com objetivo de preservar a continuidade de suas atividades e representa uma medida responsável para promover a reestruturação de suas operações, organizar compromissos e criar condições para continuidade dos negócios.








