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CNI reduz projeção de avanço do PIB do Brasil de 2% para 1,6%

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CNI reduz projeção de avanço do PIB do Brasil de 2% para 1,6%
Brasil

CNI reduz projeção de avanço do PIB do Brasil de 2% para 1,6%

A perda de ritmo na economia, no entendimento da instituição, deve ser mais pronunciada na indústria

Deivid Souza
28/10/2026 17:33
Divulgação

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) reduziu de 2% para 1,6% a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2026.

Ao revisar a projeção para baixo, a CNI considerou perspectivas menos favoráveis para a indústria, mas destacadamente o segmento de transformação.

A perda de ritmo na economia, segundo a CNI, deve ser mais pronunciada na indústria, cuja projeção de avanço foi reduzida de 2% para 1,3%.

“Os setores em que nós estamos mantendo ou aumentando a projeção de crescimento são segmentos que independem do que a gente chama de ciclo econômico. (…) Esses são, especialmente, o setor extrativo mineral e a agropecuária. Por outro lado, os setores mais dependentes, mais sensíveis aos juros, que é o caso da indústria de transformação, do comércio e, em alguma medida, os serviços, têm um movimento contrário”, explica Mario Sergio Telles, diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI.

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Ainda na nova projeção, a CNI considera que a pressão inflacionária tende a ganhar vigor. Isto deve acontecer principalmente por força de itens como alimentos, preços administrados, como energia e combustíveis, e serviços.  A inflação de 12 meses do IBGE está em 4,26%, mas a projeção considerada é de 5,15%.

Outras projeções

Em 2025, o PIB brasileiro fechou em alta de 2,3%, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O BC considera um avanço de 1,8%. O governo federal acredita em elevação de 2%, após realizar uma revisão no número.

No último dia 12, o Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para baixo as expectativas para a economia brasileira e passou a projetar crescimento de  2,2% do PIB em 2026.

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Abertura comercial

A CNI também divulgou nesta quarta o estudo Coeficientes de Abertura Comercial, documento que trata da integração da indústria de transformação brasileira com o mercado internacional.

Um dos destaques do relatório é o recorde da participação de bens estrangeiros no mercado brasileiro. O índice do coeficiente atingiu o maior nível da série histórica, iniciada em 2003.

Pela apuração da CNI, em 2025, o coeficiente de penetração das importações alcançou 28,3%, um aumento de 1,6 ponto percentual (p.p.) em relação ao ano anterior.

Superintendente de Comércio e Integração Internacional da CNI, Constanza Negri considera que os resultados do estudo reforçam a urgência de o país desenvolver uma agenda estratégica internacional dedicada a tratar da competitividade doméstica.

“Precisamos atuar em uma via de mão dupla: promover uma agenda de integração internacional, mas também estar atentos a um contexto global que tem se transformado de maneira complexa, fortalecendo a defesa comercial para assegurar um comércio justo e garantir que a indústria brasileira possa disputar em pé de igualdade no mercado global”, avalia

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