O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Nunes Marques, afirmou neste sábado (24/10) que a infraestrutura tecnológica das eleições está protegida e imune a tentativas de manipulação. A declaração foi feita durante o evento de lacração e assinatura digital dos softwares, etapa que finaliza o cronograma de verificações antes do segundo turno, marcado para este domingo (25/10).
Confiança na integridade do pleito
A etapa de lacração é fundamental para garantir que as ferramentas de contabilização funcionem sem interferências. O objetivo central é assegurar a autenticidade dos sistemas, garantindo que o resultado final reflita fielmente a escolha dos eleitores brasileiros.
“As cidadãs e os cidadãos do nosso país podem ter a mais absoluta e irrestrita certeza de que, ao comparecerem às seções eleitorais e pressionarem a tecla ‘CONFIRMA’, o seu voto será registrado, preservado e totalizado com total integridade e transparência. Os sistemas que acabamos de verificar estão prontos, autênticos e blindados contra qualquer ingerência indevida”, disse Nunes Marques.
Auditoria de sistemas e zerésima
A inspeção pública focou em quatro pilares da tecnologia eleitoral: o Transportador Web, o RecArquivos (Receptor de Arquivos de Urna), o Sistot (Sistema de Gerenciamento da Totalização) e o InfoArquivos. O processo foi concluído com a emissão da zerésima, que comprova que não existem votos registrados previamente no banco de dados para a disputa presidencial.
Garantia de imutabilidade
O procedimento de lacração funciona como um selo jurídico e técnico, assegurando que os códigos-fonte não sofreram modificações após passarem pelas fases de fiscalização.
“Os sistemas assim gerados e lacrados são os oficiais, testados e fiscalizados e, portanto, aptos a conduzirem com segurança as etapas técnicas das eleições brasileiras. A cerimônia de hoje confirma que são esses precisamente os sistemas instalados nos computadores do Tribunal Superior Eleitoral”, completou.
Com o encerramento dos protocolos de segurança, o Brasil está pronto para o segundo turno, quando os eleitores decidirão quem ocupará os cargos de presidente e vice-presidente da República.








