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Flávio pede cassação de Lula por suposto uso eleitoral da Rádio Nacional

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Flávio pede cassação de Lula por suposto uso eleitoral da Rádio Nacional
Brasil

Flávio pede cassação de Lula por suposto uso eleitoral da Rádio Nacional

Ação no TSE cita 36 trechos da programação com elogios a Lula e críticas a Flávio e pede inelegibilidade dos envolvidos

Gabriela Martins
23/10/2026 17:21, atualizado 23/10/2026 17:39
HUGO BARRETO / METRÓPOLES
@hugobarretophoto

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nesta sexta-feira (23/10), contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e dois responsáveis pela programação da Rádio Nacional.

A ação acusa a emissora pública de favorecer a campanha de reeleição do petista e pede a cassação da chapa, além da inelegibilidade dos envolvidos.

A Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE), assinada pela advogada Maria Cláudia Bucchianeri, aponta 36 trechos da programação transmitidos entre 20 de agosto e 15 de outubro que, segundo a defesa de Flávio, teriam beneficiado Lula ou prejudicado o candidato do PL.

Do total, 12 teriam elogios ao presidente e a medidas do governo, enquanto outros 24 apresentariam críticas a Flávio.

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A representação também pede a aplicação de multas por supostas condutas vedadas pela legislação eleitoral. A defesa argumenta que a Rádio Nacional, por integrar a estrutura de comunicação pública federal e ser mantida com recursos públicos, não poderia utilizar sua programação para favorecer candidaturas.

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Bolsa Família e críticas a Flávio

Um dos episódios destacados na ação ocorreu em 20 de outubro, cinco dias antes do segundo turno, durante o programa Alô Alô Brasil. De acordo com a petição, o apresentador Agostinho Teixeira teria usado três blocos da transmissão para divulgar ações do governo Lula, abordar o pagamento do Bolsa Família e reproduzir críticas ao candidato do PL.

A defesa aponta como exemplo um comentário sobre declarações atribuídas à equipe econômica de Flávio a respeito do programa social. Durante a transmissão, o apresentador teria dito: “Quem tem receio do que possa virar o Bolsa Família tem que ver direitinho”.

A ação também questiona a divulgação de informações sobre a antecipação dos pagamentos do benefício e a associação do tema a críticas a declarações de Flávio sobre políticas ambientais.

Outro ponto citado são comentários sobre a proposta de abertura dos sigilos bancário e telefônico do candidato do PL e sobre possíveis cortes de R$ 250 bilhões no orçamento federal. Para a defesa, os assuntos reproduzidos pela emissora coincidiam com temas explorados pela propaganda eleitoral de Lula.

Ao final de um dos blocos mencionados na petição, o apresentador teria afirmado: “Ninguém vai dizer que não sabia. Ninguém vai dizer que não foi alertado”.

Defesa aponta sequência de manifestações

A representação sustenta que os episódios não foram isolados e reúne outros exemplos de comentários feitos durante o período eleitoral. Entre eles, declarações do apresentador sobre a atuação política de Lula e a desistência de Flávio de participar de um debate.

A ação também menciona críticas à Justiça Eleitoral relacionadas ao canal Exército do Lula, cuja retirada do ar havia sido questionada judicialmente.

Além de Lula e Alckmin, são citados na representação a presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Antonia Pellegrino, e o apresentador Agostinho Teixeira. A defesa pede que seja apurada a responsabilidade de cada um pelo suposto uso indevido dos meios de comunicação social, abuso de poder político e prática de condutas vedadas.

A petição solicita ainda medidas urgentes para impedir que a programação pública seja utilizada em benefício de candidaturas até o segundo turno, além da preservação das gravações.

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