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Malévola fala pela 1ª vez após prisão no Egito e narra aos prantos, o que aconteceu: ‘Tive que ficar pelada’ Malévola. (Foto: Reprodução/Instagram)

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Malévola fala pela 1ª vez após prisão no Egito e narra aos prantos, o que aconteceu: ‘Tive que ficar pelada’ Malévola. (Foto: Reprodução/Instagram)

Malévola Alves falou pela primeira vez após deixar a prisão no Egito. Ela e a amiga Bruna Mercatelli foram detidas em Alexandria, depois que vídeos publicados nas redes sociais passaram a ser investigados pelas autoridades locais. Na manhã desta quinta-feira (22), a influenciadora apareceu aos prantos e relatou ter sido humilhada durante o episódio.

“Eu fui muito humilhada, muito humilhada, gente. Eu não paro de chorar desde a hora que cheguei aqui em Marrocos“, revelou a brasileira, de 22 anos, nos stories do Instagram. Ela também afirmou que ainda não teve o celular devolvido pela polícia.

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Veja:

Em outra publicação, Malévola declarou que foi detida por ser uma mulher trans. “Eles deixaram claro que a prisão ocorreu porque éramos trans!“, escreveu. “Eu tive que ficar pelada e quando viram a minha vagina começaram a me tratar bem, eu disse que não era trans. Só Deus sabe o que eu passei“, desabafou.

A influenciadora também contou como o episódio impactou em sua saúde. “Eu estou com crise de pânico, tenho ansiedade e depressão. Chegando ao Brasil vou direto ao médico, estou tendo crise a todo momento“, disse. “Tudo vai ficar bem. Eu fui abusada com minha amiga por diversos policiais, vocês não sabem o que passamos naquela delegacia“, salientou.

Malévola ainda rebateu as críticas e as pessoas que debocharam da situação. “Vocês são podres. O mundo dá voltas, um dia vocês podem passar por isso. E ver milhares de mulheres rindo disso, como se fosse engraçado, isso é cruel! Vocês vão pagar por tudo isso, todos serão processados criminalmente“, completou.

Leia a íntegra:
Malévola falou pela primeira vez após ser solta no Egito. (Foto: Reprodução)

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Amiga de Malévola se pronuncia

Bruna Mercatelli também relatou momentos de tensão durante a prisão no Egito. Em seu Instagram, ela revelou que passou todo a madrugada com fome e sede, teve medo de sofrer alguma violência e foi transportada em um camburão por horas. “Estou bem agora, mas o que passamos foi horrível. Trataram a gente como se fôssemos criminosas. Entendo completamente que a cultura deles é diferente da nossa, com religião e costume diferentes, mas acho que não tem justificativa para tratarem a gente dessa forma“, desabafou ela ao chegar ao hotel em Marrocos.

Segundo Bruna, a situação começou durante a visita a uma catacumba em Alexandria, onde ela gravou um vídeo dançando. A brasileira disse que um funcionário pediu que apagasse a gravação por não ser permitido fazer aquele tipo de conteúdo no local. Ela atendeu à solicitação, mas, posteriormente, outra mulher voltou a questioná-la sobre as imagens. Bruna disse que foi levada para uma sala, onde cumpriu as exigências, teve o passaporte fotografado e assinou um termo em que se comprometia a não publicar aquele tipo de conteúdo.

No entanto, quando o grupo se preparava para deixar o passeio, a van foi cercada por policiais, e as duas amigas foram levadas a uma delegacia. Bruna confirmou que os policiais recolheram os celulares dela e de Malévola, e que foi questionada sobre a sua identidade de gênero. “Perguntaram se eu era trans, se tinha alguma trans, eu falei ‘não’ na hora“, relatou. “Eles descobriram depois, mas não deu em nada o fato de eu ser trans“, acrescentou. Ainda segundo ela, as duas foram levadas ao aeroporto em um camburão fechado, sem ventilação, e passaram entre três e quatro horas no trajeto.

Assista à íntegra:
Entenda o caso

Malévola Alves e Bruna Mercatelli foram detidas pelas autoridades egípcias na terça-feira (20), depois de gravarem vídeos para as redes sociais em espaços públicos do país. Segundo o Ministério do Interior do Egito, as duas foram acusadas de atos obscenos em público, violação dos valores familiares e assédio a transeuntes.

As brasileiras foram liberadas um dia depois, mediante pagamento de fiança de cerca de R$ 10 mil. Após serem soltas, Malévola e Bruna deixaram o Egito e seguiram para Marrocos, de onde virão para o Brasil, com chegada prevista para as 22h (horário de Brasília) de hoje.

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