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Lula pede ao TSE entrega conjunta de quebra de sigilos com Flávio

Ação visa evitar impasses sobre a ordem de apresentação dos documentos e reforça cobrança por transparência sobre a empresa Alcazar Holdings.

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Ao TSE, Lula pede entrega simultânea de autorizações para derrubar sigilos

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) formalizou, nesta quinta-feira (22/10), uma petição ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) solicitando que as autorizações para a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de ambos os candidatos à Presidência sejam protocoladas de forma simultânea. A estratégia visa garantir que Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL) realizem a entrega dos documentos em conjunto, em uma data e horário previamente acordados, evitando discussões sobre a precedência dos atos.

Exigência sobre a empresa Alcazar Holdings

Na petição encaminhada ao ministro André Mendonça, relator do processo na Corte, a defesa de Lula manifestou a aceitação das condições impostas pelo adversário para a abertura dos dados. Contudo, o petista reforçou que o acordo deve ser cumprido integralmente, exigindo a inclusão de informações referentes à Alcazar Holdings, empresa sediada em Portugal e ligada ao advogado Willer Tomaz, que é amigo de Flávio Bolsonaro.

A equipe de Lula solicita o acesso aos registros bancários e fiscais da companhia e de sua subsidiária brasileira, a Alcazar Brasil Ltda., desde a fundação de ambas. O foco da investigação reside em e-mails obtidos pela Polícia Federal que apontam Flávio como usuário máster de uma conta da empresa no banco Santander. Embora o registro não comprove irregularidades, a defesa busca esclarecer se existiam vínculos econômicos entre o senador e o advogado, que é alvo de apurações por suspeita de lavagem de dinheiro.

Contexto do embate eleitoral

A disputa sobre a abertura dos dados teve início no último domingo (18/10), durante o debate na TV Band, momento em que Lula lançou o desafio ao seu oponente. Após a provocação, o petista protocolou documentos no TSE e no STF autorizando a abertura de seus próprios sigilos e de seus familiares.

Flávio Bolsonaro aceitou o desafio, mas impôs exigências adicionais, como a abertura de dados sobre gastos com cartões corporativos da Presidência, informações da agenda da primeira-dama Janja Lula da Silva e o sigilo do ex-chefe de gabinete de Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro. Em resposta, a campanha petista afirmou que aceita as condições e insiste na formalização conjunta para selar o compromisso de transparência perante o eleitorado.

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