O governo federal registrou uma marca histórica em setembro ao arrecadar R$ 239,4 bilhões em impostos, contribuições e demais receitas. O montante, ajustado pela inflação, representa um avanço real de 5,62% em relação ao desempenho observado no mesmo mês de 2025. Os números foram oficializados nesta quinta-feira (22/10) pela Receita Federal.
Desempenho mensal e acumulado
O resultado de setembro superou levemente o volume verificado em agosto, que havia totalizado R$ 237,49 bilhões, consolidando uma trajetória de alta. No acumulado de 2026, o Fisco já somou R$ 2,351 trilhões, o que equivale a uma elevação real de 6,97%, descontada a inflação medida pelo IPCA.
A série histórica de 2026 apresenta o seguinte cenário mensal: Janeiro: R$ 325,7 bilhões Fevereiro: R$ 222,2 bilhões Março: R$ 229,2 bilhões Abril: R$ 278,8 bilhões Maio: R$ 266,7 bilhões Junho: R$ 264,4 bilhões Julho: R$ 289,3 bilhões Agosto: R$ 235,6 bilhões Setembro: R$ 239,4 bilhões
Fatores que impulsionaram a receita
De acordo com o órgão, o crescimento no nono mês do ano foi motivado principalmente pelo comportamento dos indicadores macroeconômicos e pelo incremento na arrecadação previdenciária, impulsionada pelo aumento da massa salarial e pela redução da desoneração da folha. Além disso, houve um desempenho positivo na linha de outras receitas, que engloba a Cide Remessas ao Exterior e o Imposto de Exportação.
O Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre ganho de capital também foi destaque, com alta real de 14,70% frente a setembro de 2025. Esse movimento foi sustentado por rendimentos mais expressivos em títulos de renda fixa e pela tributação de dividendos.
Destaques por tributo
Alguns setores e impostos tiveram participações relevantes no balanço mensal: Imposto de Exportação: R$ 13,32 bilhões (+21,1%) Receita Previdenciária: R$ 64,6 bilhões (+6,18%) IRRF-Capital: R$ 12,06 bilhões (+9,68%)
No caso específico do IRRF-Capital, a Receita detalhou que o desempenho favorável está associado aos ganhos com títulos de renda fixa (+28,81%), Juros Remuneratórios sobre o Capital Próprio (+37,67%) e Fundos de Renda Fixa (+10,32%).
Contexto do acumulado anual
Para o fechamento dos primeiros nove meses do ano, o Fisco atribui o sucesso da arrecadação a diversos fatores, entre eles a melhora na atividade econômica e o crescimento do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (IRPJ), beneficiado pelo lucro presumido e ajustes anuais. O órgão também destacou o impacto positivo de pagamentos atípicos que somaram cerca de R$ 11 bilhões, além do fortalecimento do setor de serviços e da extração de petróleo, que impulsionaram a arrecadação de PIS/Cofins.








