O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) enfrenta um volume histórico de processos e pedidos de direito de resposta na reta final do pleito deste ano.
O salto histórico nos processos eleitorais
O presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, destacou que a Corte tem operado sob pressão severa e prazos extremamente reduzidos para assegurar respostas céleres durante o período de campanha e votação.
De acordo com o chefe da Justiça Eleitoral, a corrida contra o tempo se intensificou nos 45 dias de campanha, impulsionada por um forte crescimento nas demandas sobre propaganda política. “Em 2026, o cenário é ainda mais desafiador, com uma disputa marcada por um nível de judicialização sem precedentes na história do país. Em 2022, foram registrados 613 processos relacionados à propaganda eleitoral, considerando o primeiro e o segundo turnos. Neste ano, até 20 de outubro já são 1.223 representações e pedidos de direito de resposta, um aumento de quase 100% em relação ao pleito anterior”, disse.
Celeridade e combate às críticas de morosidade
A atuação dos ministros precisou ser redobrada para lidar com a chegada massiva de novas representações. Apenas nos últimos cinco dias, 208 novas ações desembarcaram nos gabinetes dos magistrados responsáveis pela propaganda eleitoral no TSE.
O presidente do tribunal enfatizou que a celeridade é essencial para evitar prejuízos irreparáveis aos candidatos e garantir o direito à informação correta dos eleitores. “É a reta final para os eleitores que precisam decidir em quem votar e também para os candidatos que intensificam suas campanhas em busca de conquistar a confiança do eleitorado e vencer a disputa. A justiça eleitoral conhece bem os desafios de trabalhar com prazos curtos. A demora em julgar um processo pode permitir que uma mensagem irregular continue sendo veiculada ou ainda fazer com que um candidato perca parte do mandato, deixando de atender a população que o elegeu“, declarou.
A instituição também tem buscado rebater questionamentos externos sobre a velocidade das decisões. “Diante desse volume de trabalho, a Justiça Eleitoral ainda precisa responder a críticas relacionadas à suposta morosidade. No entanto, a celeridade é uma das premissas que orientam a atuação da instituição que trabalha para garantir a qualidade das decisões e o cumprimento dos prazos legais“, afirmou o presidente do TSE à coluna.
Segurança e expectativa para o segundo turno
Com o segundo turno marcado para o próximo dia 25 de outubro, das 8h às 17h (horário de Brasília), o foco se volta para a integridade do processo democrático e o combate à desinformação. Cerca de 158 milhões de eleitores devem retornar às urnas em todo o país para definir a Presidência da República e governos estaduais em seis unidades da federação.
Ressaltando a importância da participação cidadã, o ministro reforçou a confiabilidade da tecnologia utilizada na votação. “É momento também de lembrar da segurança do sistema eletrônico de votação, construído de forma auditável e transparente“, concluiu.








