A três dias do segundo turno, campanha de Lula aceita as 19 exigências de Flávio Bolsonaro sobre quebras de sigilo e protocolo deve ocorrer no TSE. A corrida eleitoral para o segundo turno das eleições presidenciais ganhou contornos de confronto direto com o chamado “desafio dos sigilos”, envolvendo as equipes de Luiz Inácio Lula da Silva e do senador Flávio Bolsonaro. A movimentação jurídica e política atinge o ápice a apenas três dias da definição nas urnas.
A origem do embate político
O atrito teve início durante o primeiro debate do segundo turno, realizado em 18 de outubro, quando o atual presidente propôs a abertura conjunta de dados bancários e telefônicos próprios, de sua esposa e de seus filhos. A formalização inicial no Tribunal Superior Eleitoral ocorreu dias depois. Em resposta, o parlamentar do PL apresentou 19 condicionantes para aderir à medida, exigindo uma devassa que inclui investigações sobre o Instituto Lula, o cartão corporativo da primeira-dama e registros de assessores.
Declarações das campanhas
Durante um evento em São Paulo, Flávio Bolsonaro desafiou o adversário e afirmou: “Eu não só vou aceitar o desafio como eu vou levar até as últimas consequências. Você [Lula] não tem celular. Sabe quem recebe as ligações por você? O Marcola. É esse Marcola que abria as portas pro Lulinha, o filho dele, fazer negócios em todos os ministérios”. Do outro lado, o comando da campanha governista confirmou a aceitação das demandas. “A única resposta é que o presidente não se opõe a absolutamente nada que ele está propondo, contanto que ele também cumpra e abra tudo que está pedindo, que o presidente protocolou no TSE. O presidente da República não tem absolutamente nada a se opor a tudo que ele colocou como condicionante”, declarou Camilo Santana.
Exigências e próximos passos
O documento protocolado na Justiça Eleitoral engloba a abertura de dados de familiares, entidades ligadas ao petista, transparência no Palácio do Planalto, despesas oficiais e esclarecimentos sobre o histórico de agendas e interlocuções governamentais. A entrega da resposta oficial ao pacote de exigências está prevista para ocorrer na Justiça Eleitoral.








