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Alckmin e Gaspar: o peso dos vices na corrida eleitoral

Estratégias de chapa em 2026 revelam busca por estabilidade econômica e reforço na pauta de segurança pública.

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Alckmin x Gaspar: o papel dos candidatos a vice na busca por votos

A formação de chapas presidenciais é uma etapa decisiva para ampliar a base eleitoral e atrair o eleitorado indeciso. Na disputa de 2026, a estratégia se refletiu na renovação da parceria entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Geraldo Alckmin, bem como na escolha do deputado Alfredo Gaspar para acompanhar Flávio Bolsonaro.

Perfil e trajetória dos candidatos a vice

Geraldo Alckmin (PSB), médico anestesista e professor, construiu uma longa carreira política em São Paulo como prefeito, deputado estadual e federal, além de governador. Concorreu à presidência em 2006 e 2018, tornando-se vice-presidente na chapa vitoriosa de 2022. Já Alfredo Gaspar (PL) é advogado, ex-promotor e ex-secretário de Segurança Pública de Alagoas, exercendo atualmente o mandato de deputado federal após concorrer à Prefeitura de Maceió em 2020.

Confirmado novamente como vice em 31 de março, Alckmin desempenha um papel central na articulação com o centro político e o mercado financeiro, além de comandar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Durante a campanha, ele assumiu a frente para contestar propostas econômicas da oposição, como o corte de R$ 200 bilhões no Orçamento defendido por Flávio Bolsonaro, utilizando comparativos fiscais com a Argentina.

A escolha de Gaspar e o foco na segurança

Por sua vez, Alfredo Gaspar foi anunciado em agosto para compor a chapa de Flávio Bolsonaro, após articulações que envolveram debates internos sobre o perfil ideal para o posto. Com forte atuação no Ministério Público, Gaspar trouxe para a campanha a pauta da segurança pública e a experiência de ter relatoria em comissões de inquérito no Congresso.

Especialistas apontam que as escolhas atendem a propósitos distintos. A cientista política Carolina Venuto avalia a aliança governista: “Depois de décadas como adversários políticos, os dois construíram uma aliança que ajudou a aproximar Lula de setores mais ao centro e da direita, além de transmitir maior previsibilidade ao mercado. Alckmin reúne ampla experiência política, já governou São Paulo e tem interlocução com setores empresariais”, diz.

O real impacto dos vices nas urnas

Por outro lado, o cientista político André Rosa destaca a função estratégica da indicação do PL:
“Ele já tem uma função um pouco diferente. Primeiro, levar a pauta da segurança pública bolsonarista. É uma pauta que já está sendo muito discutida desde o início de 2025. A escolha dele também visa aumentar a capilaridade do Flávio Bolsonaro na região Nordeste”, ressalta.

Apesar das articulações políticas, o peso real dos vices na decisão final do eleitor divide opiniões entre analistas, sendo considerado por muitos mais simbólico do que definitivo para a contagem de votos.

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