O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou neste domingo (18/10) que os episódios de vandalismo e os tumultos que atingem o território francês têm relação direta com a chegada de estrangeiros.
Críticas contundentes à política de fronteiras
Por meio de sua plataforma digital, o mandatário norte-americano criticou duramente a situação atual da nação europeia e cobrou medidas enérgicas das autoridades locais.
“A França está em chamas! A imigração de pessoas procedentes de um mundo totalmente diferente, pessoas com ódio no coração, destruiu esse país que, um dia, foi grande. Fechem suas fronteiras e retomem o controle, antes que seja tarde demais”, disse em sua rede social.
Histórico de endurecimento político
Essa postura alinha-se ao posicionamento frequente do chefe de Estado americano, que adota bandeiras rígidas contra a entrada de estrangeiros.
Entre as iniciativas de sua gestão estão a organização de campanhas voltadas à remoção em massa de pessoas sem documentação regular e o direcionamento de agentes federais para atuar nas fronteiras dos EUA. A administração também tem articulado cortes em vantagens fiscais para essa parcela da população e defendido leis mais severas de encarceramento e extradição.
Origem e escalada dos atos na Europa
As mobilizações populares na França tiveram início em setembro, motivadas inicialmente por estudantes secundaristas de uma instituição próxima a Paris que contestavam a escassez de docentes e o corte de verbas direcionadas à área educacional.
Com o passar das semanas, a mobilização tomou proporções nacionais, absorvendo novas reivindicações da sociedade civil, com forte ênfase na carestia e no encarecimento dos combustíveis.
Balanço oficial da violência
De acordo com dados divulgados pelo Ministério do Interior francês, o sábado (17/10) foi marcado por extrema violência, resultando em um óbito, na detenção de 2.000 pessoas e em mais de 600 agentes policiais feridos.
O movimento levou mais de 500 mil cidadãos às ruas de várias cidades para protestar contra o encarecimento do custo de vida. Os atos têm sido caracterizados por choques diretos com a polícia, depredações e invasões a estabelecimentos comerciais.








