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Riscos da testosterona para o coração: veja o alerta médico

Especialista aponta que o uso estético do hormônio sem acompanhamento pode causar infarto, trombose e embolia pulmonar.

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Cardiologista explicas reais impactos da testosterona para o coração

O uso de testosterona com objetivos estéticos, visando a hipertrofia muscular e a queima de gordura, esconde perigos severos para o sistema cardiovascular quando administrado sem prescrição ou supervisão profissional. De acordo com o cardiologista Roberto Yano, a prática inadequada pode desencadear oscilações na pressão arterial, comprometer a circulação e prejudicar o ritmo cardíaco.

Efeitos no sangue e perigo de trombose

Além das complicações diretas no músculo cardíaco, a aplicação incorreta do hormônio estimula a medula óssea a produzir mais glóbulos vermelhos, células encarregadas de levar oxigênio aos tecidos.

“Quando há aumento excessivo dos glóbulos vermelhos, o sangue pode ficar mais viscoso, aumentando a preocupação com eventos trombóticos. Por isso, não é suficiente observar apenas os resultados estéticos ou musculares. É necessário acompanhar as doses e como o organismo está respondendo ao hormônio”, explica o cardiologista.

Diferença entre reposição e uso estético

Apesar do alerta sobre o consumo abusivo, o especialista esclarece que a substância não deve ser demonizada, pois possui funções terapêuticas essenciais para quem sofre de baixa produção endógena diagnosticada clinicamente.

“O hormônio não deve ser tratado como vilão em qualquer circunstância. Existem pacientes que realmente apresentam deficiência de testosterona e podem ter indicação para tratamento”, lembra o cardiologista.

Sinais de alerta cardiovascular

Indivíduos que utilizam essas substâncias devem redobrar a vigilância com o corpo. Manifestações como falta de ar, dores no peito e elevação repentina da pressão arterial exigem avaliação médica imediata para evitar complicações graves como infarto e embolia.

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