A capital paulista registrou neste domingo (18/10) um domingo de forte tensão política, marcado por protestos simultâneos que resultaram em denúncias de violência divulgadas nas redes sociais. Usuários apontam que manifestantes bolsonaristas teriam agredido mulheres e adolescentes durante o dia de mobilizações na cidade.
Denúncias de violência nas redes sociais
Diversos vídeos compartilhados na internet mostram confrontos e discussões em pontos de grande circulação. Um dos registros aponta que uma mulher vestida de vermelho, que sequer participava dos atos, sofreu agressões verbais e físicas na estação Butantã da linha 4-Amarela do Metrô, contando apenas com uma intervenção tímida de policiais militares.
Em outra ocorrência na mesma linha, na estação Pinheiros, um homem foi contido por seguranças após se envolver em uma confusão com mulheres. O episódio foi repercutido pelo Ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol), que classificou o episódio como um “ataque bolsonarista”.
Outras publicações também exibiram hostilidades contra jovens na Avenida Paulista e um tumulto atribuído a supostos “infiltrados” que tentaram depredar uma estação de metrô e acabaram expulsos por apoiadores da direita. As postagens, contudo, não detalham como os conflitos começaram. A Polícia Militar, a Secretaria da Segurança Pública, o Metrô e a concessionária ViaQuatro não responderam aos pedidos de posicionamento até o momento.
Policiamento reforçado na capital
Diante da sobreposição de agendas políticas, a Polícia Militar mobilizou um efetivo estratégico para prevenir confrontos entre os grupos rivais. O esquema envolveu mediadores, agentes de trânsito e tropas especializadas para assegurar a integridade física de todos os presentes.
A corporação manteve diálogo prévio com os organizadores dos atos e com autoridades municipais e estaduais para traçar estratégias de segurança.
“A Polícia Militar reafirma seu papel de garantidora de direitos e promotora da democracia, atuando para assegurar o exercício dos direitos de reunião e livre manifestação de ambos os grupos, preservar a ordem pública e proteger o Estado Democrático de Direito”, declarou a corporação.
Cenário das manifestações
A mobilização da direita foi convocada por Flávio Bolsonaro (PL) na Avenida Paulista, servindo como resposta à caminhada realizada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na semana anterior. O ato contou com as presenças do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do prefeito Ricardo Nunes (MDB).
Em contrapartida, os eleitores governistas optaram por protestos descentralizados pela metrópole. O principal ponto de concentração ocorreu no Largo da Batata, sem chancela oficial do partido, além de atos planejados em bairros como Grajaú, Nova Cachoeirinha, Itaquera e Barra Funda. A movimentação ocorreu sob monitoramento constante das autoridades para evitar confrontos diretos nas ruas paulistanas.








